Jornal do Commercio
Gestação múltipla

Quíntuplos apresentam boa condição de saúde

Entre 13h e 13h10 da terça-feira, nasceram Vitória, Alice, Heloísa, Valdemir Neto e Helena, com pesos entre 1,060 quilos e 1,390 quilos

Publicado em 15/07/2015, às 06h00

Valmir e Hildeane com a pequena Alice / Vilanova Fotografia/Divulgação

Valmir e Hildeane com a pequena Alice

Vilanova Fotografia/Divulgação

Cinthya Leite

O presente de aniversário da dona de casa Hildeane do Carmo Lopes, 38 anos, chegou dois dias antes de ela completar idade nova. Depois de cinco anos tentando engravidar naturalmente, ela deu à luz na terça-feira (14/7) cinco bebês que, para a condição de prematuros, apresentam um bom estado de saúde. Entre 13h e 13h10, nasceram Vitória, Alice, Heloísa, Valdemir Neto e Helena, com pesos entre 1,060 quilos e 1,390 quilos.

Eles chegaram ao mundo entre 28 e 29 semanas de idade gestacional (equivalente ao início do 7º mês) e passam a fazer parte das estatísticas das crianças concebidas com a ajuda da fertilização in vitro – procedimento em que a mulher recebe estímulo para produção e retirada de óvulos, que são fertilizados em laboratório e colocados no útero. 

Os quíntuplos nasceram no Hospital Memorial São José, no bairro da Boa Vista, área central do Recife, mas o tratamento para reprodução assistida foi fornecidos pelo Instituto de Medicinal Integral Professor Fernando Figueira (Imip). “A gente estava precisando de um filho, e Deus nos abençoou com cinco. Meu coração está explodindo de emoção”, contou o pai dos recém-nascidos, o pintor jatista Valmir Carneiro da Silva, 33, que acompanhou todo o parto.

Assim como os quíntuplos, Hildeane está bem. “Os bebês não estão entubados, mas claro que precisam de apoio para respirar com suporte nasal. Os próximos quatro dias serão fundamentais para que possamos prever a evolução deles”, informou o pediatra e neonatologista José Henrique Moura. Há 16 anos, também no Recife, ele também coordenou os primeiros minutos de cuidados fornecidos aos quíntuplos da advogada Ana Cristina Belfort, 45. Quem os vê hoje, esbanjando saúde, nem imagina como eram miudinhos quando nasceram, aos 6 meses de gestação. Assim como os bebês de Hildeane, eles precisaram de um apoio intenso quando chegaram em casa. 

“Nosso lar já está todo adaptado. O berço em que vão ficar, juntinhos, tem quatro metros de comprimento. Já ganhamos muitas coisas, mas vamos precisar de bebê-confortos, de carrinhos para passeio e do colchão do berço, que precisa ser feito sob medida”, disse Valmir. 

Ao todo, participaram da cesárea 23 profissionais, entre obstetras, neonatologistas, anestesistas, enfermeiros, auxiliares e berçaristas. O parto foi comandado pela obstetra Rita de Cássia Bevilacqua, que atende no Cabo de Santo Agostinho, onde moram Hildeane e o marido. “Há pouco mais de um mês, ela foi transferida para ficar internada no Recife. Nesse período, foram várias ameaças de trabalho de parto, mas conseguimos segurar o máximo para os bebês nascerem com o maior grau de maturidade possível”, informou Rita de Cássia. 

Pela prematuridade, os bebês devem ficar, pelos próximos dois meses, na unidade de terapia intensiva (UTI) neonatal. Precisam de leite materno, que pode ser doado no Imip, no nome de Hildeane. Quem quiser ajudar o casal também pode fazer depósito na Caixa Econômica Federal (agência 0559 – operação 013 – conta corrente 00008865-1, no nome de Valmir Carneiro da Silva). Contato com a família: 81 98855-8612. 




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