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MICROCEFALIA

Unicef distribui kit para estimular bebê com síndrome do zika vírus

Entre os objetos, foram entregues tapetes sensoriais, raquetes coloridas, móbiles, colheres, lanternas e brinquedos

Publicado em 29/11/2016, às 21h21

Rosileide da Silva e o filho João Miguel aprovaram o kit entregue pelo Unicef. / Foto: Sérgio Bernardo/ JC Imagem
Rosileide da Silva e o filho João Miguel aprovaram o kit entregue pelo Unicef.
Foto: Sérgio Bernardo/ JC Imagem
Editoria de Cidades

Copos, bolas, chocalhos, lanternas, esponjas e pulseiras com guizos. Cores, sons e texturas que representam esperança para famílias de bebês com a síndrome congênita do zika vírus no Estado. Na tarde desta terça-feira (29), o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) distribuiu 20 kits multissensoriais durante o lançamento do projeto Redes de Inclusão no Recife. O objetivo é estimular os sentidos de crianças com anomalias causadas pela arbovirose e garantir tratamento adequado também fora dos hospitais.

O projeto piloto é fruto da parceria entre Unicef, Ministério da Saúde, Secretarias Estadual e Municipal de Saúde, organizações da sociedade civil e a iniciativa privada. Além do Recife, capital do Estado com o maior número de notificações do Brasil, o município de Campina Grande, na Paraíba, é beneficiado. Em Pernambuco, serão distribuídos 260 kits acompanhados de fôlderes explicativos com instruções de uso. 

“É um projeto bastante inovador, que ficará sob coordenação do município. Para as famílias significa muito, porque a proposta é intersetorial. É um olhar não só para a saúde, mas também para a educação e assistência social. Apesar da grandiosidade do projeto, que envolve as esferas federais, estaduais e municipais, o Redes de Inclusão está inserido no Sistema Único de Saúde (SUS) e tem retaguarda de política pública”, explica Cristina Albuquerque, coordenadora da Área de Sobrevivência e Desenvolvimento Infantil do Unicef no Brasil.

Cada sacola conta com 10 itens, entre tapetes de estimulação, rolos, raquetes coloridas, móbiles, colheres, lanternas e brinquedos, com um custo individual de, aproximadamente, R$ 100. Além das 20 unidades entregues ontem, outras 30 ficarão disponíveis nos serviços públicos de saúde. Os outros 210 kits serão distribuídos conforme fabricação. 

“A gente espera aprimorar e qualificar o projeto, oferecendo atendimento integral e humanizado às vítimas da síndrome”, afirmou Jailson Correia, secretário municipal de Saúde. Nesta quarta-feira (30), a Fundação Altino Ventura (FAV) oferece qualificação para profissionais da área da saúde. O intuito da ação é fazer com que eles consigam capacitar as famílias dos bebês para torná-las multiplicadoras das técnicas de estímulo em casa.

AUXÍLIO

"Este kit é bastante importante, porque vai nos ajudar a trabalhar com nossos filhos. Uma coisa é trabalhar falando com a criança, outra é mostrando. Nos hospitais, nos ensinam a fazer objetos de maneira artesanal, mas agora vamos ter acesso a outros produtos para estímulo sensorial”, comemorou Inabela Tavares, mãe de Graziella Vitória, de 1 ano, que teve zika aos seis meses de gravidez. 

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