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Tecnologia a serviço do coração

Exame de cintilografia cardíaca pode detectar doenças no coração ainda na fase inicial

Publicado em 06/05/2017, às 15h00

Afonso Barreto Filho é cardiologista nuclear do Cemupe, centro que realiza o exame de cintilografia cardíaca. / Ashlley Melo/JC 360
Afonso Barreto Filho é cardiologista nuclear do Cemupe, centro que realiza o exame de cintilografia cardíaca.
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Dor no peito recorrente, cansaço depois de fazer uma atividade simples, náusea e sensação de falta de ar. Esses são alguns sinais que podem indicar que um paciente pode ter uma isquemia cardíaca, uma interrupção na circulação sanguínea nas artérias do coração, geralmente provocada pela formação de placas de gordura, que pode provocar infarto e em alguns casos levar a morte.

Se você se identificou com a situação, a recomendação é procurar um cardiologista para colocar os exames em dia e realizar um check up geral. E a preocupação tem uma justificativa. As doenças cardiovasculares são as que mais matam no mundo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). São 17,5 milhões de vítimas todos os anos. “As doenças coronárias estão acometendo pessoas cada vez mais jovens. Uma pessoa saudável deve começar a ir regularmente a um cardiologista a partir dos 35 anos, pelo menos uma vez por ano”, alerta o cardiologista nuclear do Centro de Medicina Nuclear de Pernambuco (Cemupe), Afonso Barreto Filho.

Um dos exames mais modernos à disposição dos médicos para o diagnóstico e a prevenção de doenças no coração é a cintilografia de perfusão miocárdica.“O exame é indicado tanto em casos suspeitos de doença coronária como naqueles pacientes já sabidamente enfartados para avaliar o grau de comprometimento do músculo cardíaco”, explica Afonso Barreto Filho.

O exame é feito em duas etapas, sendo uma com o paciente em repouso e outra simulando uma situação de esforço físico. Uma substância com uma pequena quantidade de material radioativo é administrada na veia do paciente e será levada pela corrente sanguínea até o coração, onde vai se concentrar e será captada pelos sensores da câmara de cintilação



Apesar do uso de substâncias radioativas, o que pode assustar muitas pessoas, o médico garante a segurança do exame. “Existe o que se chama de estudo de dosimetria do paciente, para que tenha a maior segurança do ponto de visto da emissão de radiação”, diz.

Com as informações captadas pelo equipamento, o médico terá em mãos uma espécie de fotografia tridimensional do coração.“A cintilografia vai mostrar como está a distribuição de sangue em todas as paredes do coração. Essa é uma das ferramentas mais precisas para o diagnóstico de problemas coronários”, completa o médico.

A comparação das imagens do coração em dois momentos é essencial para identificar alguns problemas, que geralmente não são visíveis na fase do repouso. “Muitas vezes a imagem do repouso é completamente normal. Um paciente que ainda não teve um infarto, ele está tendo crises de angina, dores no peito, ele tem uma diminuição de irrigação em uma determinada parede do coração que vai se manifestar durante a fase do esforço”, explica o médico do Cemupe.

Outro ponto importante analisado na cintilografia cardíaca é a capacidade de força do ventrículo esquerdo em bombear o sangue. “Ele é considerado a verdadeira bomba do coração, responsável por impulsionar o sangue para a artéria aorta. O gated é uma técnica que permite avaliar de forma muito precisa a contratilidade e a capacidade de bombeamento do ventrículo. Esses são dados que, junto com a análise das paredes cardíacas em termo de perfusão, vão dar muitas informações ao cardiologista clínico do paciente”, conclui.

Saiba mais em http://www.cemupe.com.br


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