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Aids

Mortes relacionadas à Aids caíram pela metade desde 2005, diz ONU

Em 2016, um milhão de pessoas morreram em decorrência do vírus da AIDS, enquanto em 2005 foram 1,9 milhão

Publicado em 20/07/2017, às 08h56

No Brasil, farmácias passaram a vender autotestes para detectar vírus do HIV / Foto: EBC
No Brasil, farmácias passaram a vender autotestes para detectar vírus do HIV
Foto: EBC
AFP

O vírus da Aids levou à morte de um milhão de pessoas em 2016, quase metade do 1,9 milhão registrado em 2005 - anunciou a ONU em um informe anual divulgado nesta quinta-feira (20), destacando uma "virada decisiva".

Mais da metade das pessoas infectadas no mundo recebe tratamento, e o número de novas infecções pelo vírus HIV está em queda, ainda que a um ritmo muito lento para conseguir conter a epidemia, de acordo com dados divulgados antes da inauguração no próximo domingo (23), em Paris, de uma conferência internacional sobre a aids.

"O número de mortes relacionadas à aids passou de 1,9 milhão em 2005 para um milhão em 2016", apontou o UNAIDS, o programa de coordenação da ONU contra a aids, em seu relatório anual sobre a situação da epidemia.



Tratamento

Esse avanço se explica, em grande parte, por uma melhor difusão do tratamento antirretroviral.

"Em 2016, 19,5 milhões de pessoas, do total de 36,7 milhões que vivem com HIV, tinham acesso a tratamento", ou seja, mais de 53%, segundo dados divulgados pelo programa.

"Nossos esforços deram resultado", comemorou o diretor-executivo do UNAISD, Michel Sidibé, citado no informe.

"Mas nossa luta para pôr fim à aids está apenas começando. Vivemos tempos difíceis, e os avanços conquistados podem se apagar facilmente", advertiu.

Ao todo, 1,8 milhão de pessoas foram infectadas no ano passado, o que equivale a uma contaminação a cada 17 segundos, em média.


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