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Transplante

2,1 mil pessoas receberam medula óssea em Pernambuco

Esse é o quantitativo registrado de 1999, ano do primeiro transplante de medula óssea no Estado, até julho de 2017

Publicado em 13/09/2017, às 14h07

De janeiro a julho de 2017 foram realizados 133 procedimentos no Estado / Foto: Alexandre Gondim/JC Imagem
De janeiro a julho de 2017 foram realizados 133 procedimentos no Estado
Foto: Alexandre Gondim/JC Imagem
Da Editoria Cidades

O Dia Mundial do Doador de Medula Óssea é celebrado neste sábado (16/09) com boa notícia para Pernambuco: de janeiro a julho de 2017, 133 pacientes saíram da fila de espera pelo transplante, o que representa uma ampliação de 10% em relação ao mesmo período de 2016, com 121 procedimentos. Desde 1999, quando foi realizado o primeiro transplante de medula óssea no Estado, até julho de 2017, 2.186 pessoas foram beneficiadas. No momento, ainda há 20 pessoas aguardando pela doação.

Para ser doador é preciso fazer o cadastro no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome). Em Pernambuco, o cadastro é feito no Hemope. O doador dever ter de 18 a 55 anos e apresentar o RG e o CPF. Além de uma palestra informativa sobre a doação de medula óssea, será feita a coleta de uma amostra de sangue para os testes de compatibilidade. Uma vez no banco de dados, o possível doador pode ajudar alguém em qualquer lugar do Brasil e também do mundo. Mais informações podem ser obtidas pelo 0800.081.1535.

É importante ressaltar que a doação só ocorre quando há compatibilidade entre a medula do doador e a medula do receptor. A chance de encontrar um doador compatível em um banco de medula é de 1 em 100.000. Vale salientar que o candidato à doação cadastrado precisa manter seus dados atualizados no sistema do Redome (telefone, endereço). Para isso, basta acessar o link https://goo.gl/MoN1G4 e fazer a atualização.

MEDULA ÓSSEA

Tecido líquido-gelatinoso que ocupa o interior dos ossos, popularmente conhecido como tutano, a medula óssea tem papel fundamental no desenvolvimento das células sanguíneas. É lá que são produzidos os leucócitos (glóbulos brancos), as hemácias (glóbulos vermelhos), e as plaquetas.



O transplante pode ser alogênico, quando as células precursoras da medula provêm de outro indivíduo (doador), de acordo com o nível de compatibilidade do material sanguíneo. A primeira opção é sempre pela medula de um irmão. Se o indivíduo não tem irmão ou este não é compatível, também verifica-se a compatibilidade com a mãe e o pai. Se não há um doador aparentado com boa compatibilidade, procura-se um não aparentado compatível. Este tipo de transplante também pode ser feito a partir de células precursoras de medula óssea obtidas do sangue de um cordão umbilical.

Há, também, o transplante autólogo, feito a partir das células da medula do próprio indivíduo transplantado (receptor). Esse tipo de transplante é usado basicamente para doenças que não afetam a qualidade da medula óssea, ou seja, aquelas que não têm origem diretamente na medula ou quando a doença já diminuiu a ponto de não ser mais detectada na medula (estado de remissão).

TIPOS DE COLETA

Punção direta: as células da medula óssea são retiradas do interior dos ossos da bacia, por meio de punções com agulhas. Os doadores retornam as suas atividades habituais em média de uma semana após a doação.

Por aférese: o doador recebe uma medicação que estimula a produção das células-tronco e faz com que as células da medula óssea sejam levadas para a corrente sanguínea. Essas células são retiradas pelas veias do braço do doador, ou por um acesso venoso central com uso de uma máquina de aférese.


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