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Cuidando da saúde da visão

Diagnóstico e tratamento precoce podem evitar perda visual e cegueira. Primeira consulta ao oftalmologista deve ser feita ainda na infância.

Publicado em 30/09/2017, às 06h00

Oftalmologistas do HVISÃO destacam importância de diagnóstico precoce para melhores resultados. / Foto: Ashlley Melo/JC360
Oftalmologistas do HVISÃO destacam importância de diagnóstico precoce para melhores resultados.
Foto: Ashlley Melo/JC360
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Você pode até não ter dificuldades para ler letrinhas muito pequenas nas páginas de um livro ou para diferenciar sinais em placas a certas distâncias, mas, certamente, conhece alguém que não consegue fazer o mesmo sem o uso de óculos ou lentes corretivas. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais de 35 milhões de brasileiros declararam possuir alguma dificuldade permanente de enxergar.

Para evitar problemas relacionados à visão, os cuidados devem começar logo cedo, com o acompanhamento de um oftalmologista. "Todas as pessoas devem procurar os médicos regularmente para diagnosticar e tratar as doenças. Na oftalmologia não é diferente. É preciso fazer uma avaliação, de maneira geral, uma vez por ano", explica o oftalmologista Fernando Cunha, do Hospital da Visão de Pernambuco (HVISÃO).

As crianças precisam ser examinadas logo após o nascimento. O teste do olhinho é capaz de identificar alterações que podem causar a obstrução no eixo visual do recém-nascido. Depois, até os quatro anos de idade, a criança deve ser examinada a cada dois anos. "Muitas vezes, as crianças têm um déficit de aprendizado no colégio que está relacionado a problemas na visão", ressalta Fernando Cunha.

Dores de cabeça e nos olhos, ardência, cansaço visual, dificuldade para enxergar e para focar pessoas e objetos podem indicar algum problema oftalmológico, mas, em alguns casos, não é possível perceber os sintomas. É o caso do glaucoma, distúrbio que atinge o nervo óptico e, na maioria das vezes, só é percebido pelo paciente quando já há uma perda de visão muito grande. Assim como outras doenças, o problema é mais comum após os 40 anos.

“O glaucoma, a catarata e a degeneração macular relacionada à idade são as principais causas de deficiência visual no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Se o paciente procurar o oftalmologista logo no início, nós podemos tratar essas doenças e, muitas vezes, estabilizar e até recuperar a visão”, aponta o médico do HVISÃO.



O estudante de odontologia Vinícius Patriota, 22 anos, tomou um susto quando foi diagnosticado com ceratocone. A doença tem origem genética e é caracterizada pelo crescimento da córnea para frente e em formato de cone.

“Eu não consigo enxergar placas luminosas à distância. As letras e números ficam em duplicidade. Chega um certo horário do dia, no finalzinho da tarde, que incomoda bastante. Li que eu poderia perder a visão, então me assustei bastante”, conta. Agora, o estudante se prepara para fazer um procedimento conhecido como crosslinking, que pode evitar a progressão da doença. “Enxergar bem é importante pra mim, hoje, e será no futuro por causa do meu trabalho como dentista”, diz Vinícius.

A genética é um fator determinante em algumas doenças relacionadas à visão. Da mesma maneira, pacientes com algumas doenças crônicas também precisam se consultar regularmente.

“Na retinopatia diabética, na fase inicial, a pessoa não tem queixa. A forma de você saber se está havendo um controle efetivo do diabetes é através do exame de fundo de olho, porque nós sabemos que o diabetes afeta os vasos da retina. A pressão arterial é outra doença que pode provocar hemorragias dentro do olho, doenças vasculares da retina. Essas avaliações periódicas que o seu oftalmologista faz também podem fornecer informações importantes para o seu médico clinico controlar doenças relacionadas à visão”, destaca Fernando Cunha.


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