Jornal do Commercio
Entrevista

Sucesso no Multishow, Marcus Majella traz 'Desesperados' ao Recife

Ator e comediante conversa com o JC e fala sobre espetáculo que apresenta neste domingo (2), no Teatro Guararapes

Publicado em 02/04/2017, às 05h00

Marcus Majella (centro) traz a peça 'Desesperados' no Teatro Guararapes. / Foto: Jorge Bispo/Divulgação
Marcus Majella (centro) traz a peça 'Desesperados' no Teatro Guararapes.
Foto: Jorge Bispo/Divulgação
Robson Gomes

Existe vida artística de Marcus Majella além do icônico Ferdinando (do Vai Que Cola e Ferdinando Show) no Multishow? A resposta é sim e o público de Pernambuco pode conferir neste domingo (2), às 18h, no Teatro Guararapes.

O carioca de 34 anos traz a comédia Desesperados junto com os atores Pablo Sanábio e Pedroca Monteiro, dando vida a mais de 40 personagens. Em entrevista ao Jornal do Commercio, ele falou sobre a peça, o sucesso de Ferdinando e, claro, do amigo Paulo Gustavo.

ENTREVISTA // MARCUS MAJELLA

JORNAL DO COMMERCIO – Como a peça Desesperados chegou até você?
MARCUS MAJELLA – Eu tava em 2016 já louco procurando um texto para montar. Fiquei durante um ano lendo muita coisa, mas nada me instigava a fazer, porque eu queria fazer uma coisa engraçada, porém que levasse uma mensagem para o público, um humor inteligente. Pedi uma ajuda ao (ator) Sílvio Guindane, que faz o Vai Que Cola comigo. Um dia ele me falou desse texto do Fernando Ceylão, que foi montado há dez anos. Não deu outra. Chamei o (ator) Pablo Sanábio para ler o texto comigo e nos apaixonamos. Pedimos autorização ao Ceylão, que topou e deu supercerto. Estou muito feliz com esse espetáculo.

JC – Como foi a rotina de preparação para o Desesperados antes da estreia?
MARCUS – Foi intensa. A gente começou a ensaiar no início de janeiro e estreamos em meados de fevereiro. Ensaios diários, de cinco a seis horas por dia, fechados numa sala, conversando sobre o texto. O diretor João Fonseca conseguiu botar a peça de pé em apenas uma semana de ensaio, e eu achei isso maravilhoso! A sintonia era fantástica.

JC – O texto, escrito por Fernando Ceylão, fala de solidão, encontros e desencontros de forma divertida. Você acredita que é importante lidar com essas situações, que geralmente são complexas, de forma bem-humorada?
MARCUS – Eu acho que com humor tudo fica mais fácil de absorver. O humor tem esse papel de transformar. Fazer esse gênero é muito difícil, mas ao mesmo tempo é muito gratificante ver a resposta da galera. A pessoa está rindo ali, mas também refletindo. O texto de Ceylão é muito preciso, porque ele aborda a solidão de uma maneira muito engraçada.



JC – O que você acha que acrescentou ao Desesperados enquanto ator e o que você aprendeu com este espetáculo?
MARCUS – Como ator, a gente sempre contribui de alguma forma. Eu coloquei no texto a minha interpretação, um pouco da minha emborcadura, do meu jeito de falar. Coloquei umas piadas ou outras que não tinha no roteiro. Mas eu gosto de ser fiel ao texto, gosto de falar como o autor escreveu, concebeu a história. Como Desesperados foi escrito há dez anos, eu atualizei algumas coisas. Naquela época não tinha WhatsApp, por exemplo. Quando Ceylão assistiu à peça, ele adorou tudo.

JC – É impossível não falar com você e não lembrar de sua parceria e amizade com Paulo Gustavo na TV e no teatro. A quê você atribui a grande química artística (e cômica) de vocês dois?
MARCUS – Minha amizade com Paulo Gustavo é uma das coisas mais lindas que Deus me deu. Sou muito fã dele, e é um dos meus melhores amigos. A gente já passou por vários momentos críticos juntos. Ele me deu emprego na peça dele quando fiquei cinco anos sem trabalhar. E há muitos anos atrás, na época da CAL (Colégio de Artes da Laranjeiras), Paulo às vezes passava perrengue e eu pagava a passagem dele. Hoje a gente trabalha junto, mas também se encontra nas folgas. Nos falamos todo dia. Mesmo com a correria dos nossos trabalhos e gravações, sempre estamos no WhatsApp falando besteira um para o outro. Só sinto amizade e gratidão por ele, sempre.

JC – Ferdinando (da série Vai Que Cola, no Multishow) é um personagem seu que ganhou vida, programa e público próprios. O que você tem de Ferdinando no seu dia a dia e quais são as novidades para ele em 2017?
MARCUS – Ferdinando é um personagem que mudou a minha vida. Ele é superamado. O Ferdinando Show vem aí superforte. Acabei de chegar da gravação da terceira temporada que fiz com Maiara & Maraísa. Vai ter também Marília Mendonça, Anitta, Nego do Borel... A gente volta no meio do ano com mais brilhos e bordões do que nunca! Eu trabalho e me divirto muito com o Ferdinando. Assim como ele, temos os mesmos gostos musicais: Maria Bethânia, Barbra Streisand, Britney Spears, Madonna, mas somos completamente diferentes. Eu sou tímido, não tenho a extravagância dele. Quando me encontram na rua, eles acham que eu vou falar: “Viaaado”, mas não, eu tenho vergonha de falar. Eu só falo esses bordões quando eu tô montado e incorporado, aí eu solto a franga! Alguns se decepcionam com isso (risos), mas enfim, aquilo é o meu personagem. Marcus Majella é quietinho, reservado, fico mau-humorado quando estou com fome (risos), sou uma pessoa normal.

JC – Você já esteve aqui no Recife no elenco do espetáculo 220 Volts (protagonizado por Paulo Gustavo). Qual a sua expectativa de voltar aqui agora como destaque?
MARCUS – Minha expectativa de voltar ao Recife é a melhor possível porque foi inesquecível tudo que eu vivi aí. Aquela plateia do 220 Volts foi uma das melhores que tivemos em nossa turnê. E eu espero reencontrar essa galera lá no Desesperados. Como eu costumo dizer: “Eu tô louco pra seduzir vocês, seus loucos”! (risos).


Serviços

Desesperados - Neste domingo (2), às 18h, no Teatro Guararapes. Ingressos: Plateia - R$ 104 (inteira) e R$ 52 (meia); Balcão - R$ 84 (inteira) e R$ 42 (meia), à venda no Ticketfolia, site Eventim e na bilheteria do local. Informações: (81) 3182-8020

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