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Dança

Alexandre Américo em busca do invisível em 'Cinzas ao Solo'

Espetáculo é apresentado no Hermilo Borba Filho, dentro da 14ª Mostra Brasileira de Dança

Publicado em 08/08/2017, às 15h21

Alexandre Américo criou espetáculo a partir de pesquisa acadêmica / Brunno Martins/Divulgação
Alexandre Américo criou espetáculo a partir de pesquisa acadêmica
Brunno Martins/Divulgação
Márcio Bastos

Movimentar-se como quem busca a essência do primeiro humano que dançou. Essa é uma das buscas do bailarino e coreógrafo Alexandre Américo (RN) no espetáculo Cinzas ao Solo, que ele apresenta terça-feira (8), às 19h, no Teatro Hermilo Borba Filho. A obra integra a programação da 14ª Mostra Brasileira de Dança, que segue até sábado, em diferentes espaços culturais do Recife.

O solo é resultado da pesquisa de mestrado do artista, que propunha desenvolver mapeamentos de estados emocionais a partir do processo de criação de uma peça de dança, no caso, o solo. Entre 2015 e 2017, período em que desenvolveu e apresentou o trabalho, Alexandre Américo, junto ao fotógrafo Morvan França, adentrou lugares de natureza exuberante, longe dos grandes centros urbanos, em um processo de tentar “tocar o invisível”.

“Desenvolvemos essa brincadeira de tentar encontrar esses estados emocionais que estão fora do contexto urbano e levá-los para a caixa preta do teatro. Claro que sou atravessador por todas as minhas influências e vivências, mas a proposta era justamente a busca pela comunhão com o todo”, explica o criador.



No espetáculo, Alexandre atua como “um homem que anda devorando o mundo”. Para ele, a metáfora propõe esse desprendimento com o que é alheio à introspecção, à captura do sensível. Américo ressalta que se trata de uma busca, um exercício e que a obra está sempre aberta às intervenções do acaso.

INSTINTO E MOVIMENTO

Buscando trabalhar a reconexão do indivíduo com seus instinto, a coreógrafa Francini Barros desenvolveu o espetáculo Zoe, ambientada que foca em como os corpos dos bailarinos se expressam com as incertezas da escuridão. Os ingressos custam R$ 20 e R$ 10 (meia).


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