Ao tecer com metros de arame objetos como hastes metálicas, capacitores, miçangas e brinquedos o artista cearense Luiz Hermano cria peças escultóricas em que conecta culturas, explora a geometria, toca em questões ligadas à religião, ao consumismo, à tecnologia, ao cotidiano. Obras assim estão na galeria Amparo 60, onde é inaugurada nesta terça-feira (7/8), às 19h, a exposição Tramando mundos. Além destas, outra criação dele será mostrada em breve no Recife: no fim de agosto, o público pode conferir a instalação Encantados no Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães (Mamam).
Entre fevereiro e julho de 2012, esta obra, esculturas e aquarelas feitas por Luiz Hermano entre 1980 e 2011 foram expostas no Espaço Cultural Unifor (da Universidade de Fortaleza). "A exposição na Unifor fez um percurso de 30 anos. Aqui (na Amparo 60), são peças de três ou quatro anos, como o Astronauta, e outros mais antigos. Ela contém algumas séries minhas", explica Luiz.
Turquia é um exemplo da produção recente dele. "As tramas vêm de processos antigos, artesanais, como a cestaria. Mas uso coisas contemporâneas. Este ano fui para a Turquia e esta foi a primeira peça que fiz quando voltei. Fiz outra série (anteriormente) após viagens à Ásia, pela Índia, Camboja e Tailândia. A gente tem que viver experiências. O artista só faz uma obra de impacto se ele se permitir vivenciar novas experiências para poder criar coisas", afirma Luiz Hermano.
A matéria completa está no Caderno C desta terça-feira (7/8), no Jornal do Commercio.
Amparo 60 Galeria de Arte - Avenida Domingos Ferreira, 92 A, Pina. Informações: 3325-4728
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