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Patrimônio

J. Borges é celebrado com exposição na Caixa Cultural

Mostra abre nesta terça-feira (20) e reúne 30 xilogravuras, 10 delas inéditas

Publicado em 20/12/2016, às 10h01

Exposição celebra oito décadas de vida do artista plástico / Reprodução
Exposição celebra oito décadas de vida do artista plástico
Reprodução
JC Online

J. Borges completa 81 anos nesta terça-feira (20) e, para celebrar o legado de um dos maiores mestres das artes plásticas pernambucanas, a Caixa Cultural abre, na mesma data, retrospectiva com as obras do artista. A mostra, que já passou por Salvador, reúne 30 xilogravuras, sendo 10 delas inéditas. 

Patrimônio Vivo de Paernambuco, J. Borges é dono de um traço marcante. Ariano Suassuna, inclusive, costumava dizer que o artista natural de Bezerros era "o melhor gravador popular do Brasil". Em seus trabalhos, registros autobiográficos são recorrentes, como nas obras No Tempo da Minha Infância, Na Minha Adolescência, Vendendo Bolas Dançando e Bebendo e Plantio e Corte de Cana.

J. Borges, nascido José Francisco Borges, desenha direto na madeira, equilibrando cheios e vazios sem a produção de esboços.  O fundo da matriz é talhado ao redor da figura que recebe aplicação de tinta, tendo como resultado um fundo branco e a imagem impressa em cor. Suas xilogravuras não apresentam uma preocupação rigorosa com perspectiva ou proporção.

CARREIRA

Nascido em em 20 de dezembro de 1935, em Bezerros, Agreste de Pernambuco, J. Borges publicou pela primeira vez em 1964. O título se chamava era O encontro de dois vaqueiros no Sertão de Petrolina, xilogravada por Mestre Dila, que vendeu mais de cinco mil exemplares em dois meses. O resultado animou o artista, que logo produziu seu segundo, intitulado O Verdadeiro Aviso de Frei Damião Sobre os Castigos Que Vêm, sua primeira xilogravura de fato.

Sem dinheiro para pagar um ilustrador, ele entalhou na madeira a fachada da igreja de Bezerros, usada no seu segundo folheto. Na década de 70, J. Borges passou a produzir matrizes dissociadas dos cordéis, com grandes dimensões. Sua obra ganhou visibilidade internacional com exposições em países como França, Espanha, Estados Unidos, Venezuela, Alemanha e Suíça. 

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