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PROTESTO

Banksy abre hotel em frente ao muro israelense na Cisjordânia

Dos nove quartos, sete foram decorados por ele, e os outros dois por artistas canadenses e palestinos

Publicado em 03/03/2017, às 17h00

A entrada do Walled Off hotel em Belém, no dia 3 de março de 2017
 / THOMAS COEX/AFP/DIVULGAÇÃO
A entrada do Walled Off hotel em Belém, no dia 3 de março de 2017
THOMAS COEX/AFP/DIVULGAÇÃO
AFP

O misterioso artista britânico Banksy revelou nesta sexta-feira em Belém sua nova criação nos Territórios Palestinos, um hotel contíguo ao muro de segurança construído por Israel.

O "Hotel Walled-Off" oferece quartos com vista para o famoso muro, uma das materializações mais emblemáticas do conflito entre israelenses e palestinos.

O estabelecimento oferece "a pior vista de um hotel no mundo", afirmou Banksy em um comunicado.

Seu nome é uma referência à rede de estabelecimentos de luxo Waldorf e ao muro, já que "walled off" significa "separado pelo muro" em inglês.

Banksy criou o hotel no interior de um edifício residencial vazio situado a poucos metros do muro.

Dos nove quartos, sete foram decorados por ele, e os outros dois por artistas canadenses e palestinos.

Em uma parede, sobre uma cama, um soldado israelense e um manifestante palestino se confrontam em uma guerra de travesseiros.

Na suíte presidencial, uma jacuzzi é alimentada por um tanque de água similar aos que os palestinos instalam em suas casas.

O diretor do hotel, Wissam Salsaa, afirma que não se trata apenas de um projeto artístico, senão de um hotel verdadeiro com quartos para hospedagem que poderão ser reservados em março, a partir de 30 dólares a noite.

Os conflitos, o muro e os Territórios Palestinos são uma fonte de inspiração para Banksy, conhecido por suas obras anônimas em espaços públicos.

O MURO

Israel começou a construir o muro de separação em 2002 para se proteger em meio a uma onda de atentados palestinos durante a segunda Intifada.

O muro, que avança sobre a Cisjordânia, é o símbolo da ocupação israelense mais detestado pelos palestinos.

Em 2015, o artista entrou em segredo na Faixa de Gaza para pintar três obras nos muros do território devastado um ano antes por uma guerra entre o movimento palestino Hamas e Israel, a terceira em seis anos.

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