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Museu do Recife abre exposição sobre a Revolução de 1817

Mostra vai ficar em cartaz por um ano e trará documentos, vídeos, objetos e material histórico

Publicado em 12/03/2017, às 06h57

Desenho do Seminário de Olinda que vai estar na exposição / Divulgação
Desenho do Seminário de Olinda que vai estar na exposição
Divulgação
Diogo Guedes

O Museu da Cidade do Recife, no Forte das Cinco Pontas, encerra nesta domingo (12/3) a programação da semana do bicentenário da Revolução de 1817 inaugurando a sua exposição especial. Em 1817 – Revolução Republicana, aberta hoje para celebrar também o aniversário do Recife, é possível acompanhar os antecedentes, o contexto e os desdobramentos da revolução através de documentos, objetos históricos, vídeos e animações. Além disso, o evento vai receber o lançamento de três livros: O ABCdário da Revolução Republicana de 1817 e A História da Revolução de Pernambuco em 1817, ambos pela Cepe Editora, e Olhos Negros, de Maria Cristina Cavalcanti, pela Bagaço.

A mostra vai ficar em cartaz por um ano. “Tudo começou com O ABCdário, que foi uma tentativa de olhar essa revolução, essa experiência humana em Pernambuco, a partir de diversos ângulos. A pesquisa começou há seis meses e foi o suporte para a exposição”, conta a curadora Betânia Corrêa de Araújo, diretora do Museu da Cidade.

PROJETO

São cinco salas para ajudar o público a compreender e interpretar 1817. Na primeira, há um panorama dos ideais revolucionários que guiaram os pernambucanos. Depois, uma sala conta como era a Vila de Santo Antônio – o Recife – de então, principalmente a partir de desenhos do francês Louis-François de Tollenare, que viveu em Pernambuco no período. Imagens de Jean-Baptiste Debret (feitas no Rio de Janeiro) revelam como as cidades brasileiras eram sustentadas pelo trabalho escravo.

Outra sala aborda os eventos e personagens de 1817, com o Preciso, a lei orgânica e objetos como a espada de Leão Coroado. Além disso, 12 curtas narrados por historiadores locais vão falar sobre os espaços da Revolução Republicana. Por fim, uma sala traz bandeiras de Pernambuco para os visitantes e alunos reconstruírem e reinventarem. 

“Vai ser um belo ano com essa exposição. Queremos inserir, ao longo do ano, outras pequenas mostras – uma como o Recife era 1917 e como celebrou o centenário da Revolução e outra sobre Manuel Arruda da Câmara, o médico naturalista que foi professor de Padre João Ribeiro”, adianta a curadora.

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