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FOTOGRAFIA

André Zahar inaugura seu 'Inverno Astral', exposição de fotos e poesia

Jornalista e poeta se aventura agora no mundo da fotografia com registro de paisagens da Islândia e Chapada Diamantina

Publicado em 14/11/2017, às 11h33

Foto 'Pedra de Gelo', da série 'Inverno Astral' / Foto: André Zahar/ Divulgação
Foto 'Pedra de Gelo', da série 'Inverno Astral'
Foto: André Zahar/ Divulgação
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Às vezes são as imagens mais corriqueiras que despertam os sentimentos mais intensos e motivam questionamentos duradouros, provocando no artista a tão desejada inspiração. Para o jornalista e poeta André Zahar, foi uma flor de cor violeta, denominada candombá, que o levou a refletir sobre temas como a destruição da natureza e o poder que ela tem de se regenerar.

Tudo isso aconteceu durante uma viagem à Chapada Diamantina em 2016, pouco tempo após uma queimada ter tomado conta do idílico local. Um ano depois, ele viajou à Islândia onde, mais uma vez, paisagens impactantes serviram de matéria prima para a criação, e hoje ele inaugura nesta terça (14) a exposição Inverno Astral, que reúne fotografias e poemas dessas viagens, no bar Bestafera (Rua Mamede Simões, 12, Boa Vista), às 20h.

“O contraste da terra preta com a cor daquela flor me lembrou a imagem de um vulcão e eu fiquei com isso na cabeça. Depois assisto ao documentário Visita ao Inferno, de Werner Herzog justamente sobre vulcões e fiquei muito interessado na Islândia”, lembra. Do interesse veio então o planejamento da viagem que ocorreu no último mês de setembro.

André passou 11 dias na Islândia, percorrendo sozinho diversas paisagens radicalmente distintas daquelas que ele tinha transitado no Brasil. O impacto que os icebergs e os vulcões causaram nele foi transmitido tanto através de seu olhar fotográfico quanto em versos. O diálogo entre imagens e palavras é algo que sempre agradou ao artista que, inclusive, já havia explorado a proposta no livro Mafuá – Autoajuda para Mamutes, escrito por ele e ilustrado pelo amigo Leo Sales, em 2013.



A exposição

No total, 15 fotos compõem a mostra Inverno Astral, sendo a maioria delas da Islândia, outras da Chapada e mais algumas do Cariri, resultado de uma ida ao Sertão em 2012. Todas estarão à venda até o próximo dia 19, quando a exposição é encerrada.
“As imagens estão divididas em três linhas distintas mas complementares.

Primeiro, o visitante vai passear pelos cenários da Aurora Boreal, do Cariri e das aves migratórias islandesas, que fogem do inverno. Em seguida, encontram-se os vulcões e as pedras, que representam bem essa questão do distanciamento da civilização, e por último estão os retratos”, explica o fotógrafo.

Apesar do fascínio por aquele universo imagético até então desconhecido, André disse ter tido muitas dúvidas sobre o porquê daquela viagem solo. Refletindo sobre as aves que vêm de seus territórios no inverno e voltam duas estações depois, ele concluiu que aquela sua viagem é também marcada pela volta para casa.

É como ele mesmo escreve em um de seus poemas: “A vida nos dá companhia/Carrego o escapulário/e tento merecer tanta beleza/ Meu corpo é um navio/ onde levo/ amigos/ amores/ memórias: meus caminhos de volta.”


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