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Arte

Resistência da arte aborígene australiana em cartaz na Caixa Cultural

A exposição gratuita "O Tempo Dos Sonhos" será aberta nesta quarta (13), às 19h, e segue até o dia 5 de agosto

Publicado em 13/06/2018, às 15h56

Obra de Lily Nungarayi / Foto: Divulgação
Obra de Lily Nungarayi
Foto: Divulgação
Duda Lapenda

Olhar para fora é uma das melhores formas de sensibilizar o olhar para dentro. A exposição gratuita O Tempo Dos Sonhos: Arte Aborígene Contemporânea da Austrália, por exemplo, pode inspirar intervenções possíveis no âmbito da arte voltada para os povos tradicionais brasileiros, assim propõe o curador Clay D’ Paula. Ela estará em cartaz a partir de hoje, às 19h, na Caixa Cultural.

Já possuindo passagens por São Paulo, Fortaleza, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte e Curitiba, a exposição reúne um total de 52 obras de importantes artistas aborígenes de várias regiões da Austrália. São cores, formas, traços e símbolos que representam, segundo Clay, uma arte de resistência e protesto, em contraposição ao esfacelamento da cultura e língua locais.

Sendo assim, o contemporâneo está carregado de significado. “A gente encontra, em rochas na Austrália, pinturas rupestres de mais de 60 mil anos e o interessante é que a arte é reproduzida até hoje”, afirma Clay. Uma das artistas que terá duas obras expostas, Emily Kame Kngwarray (1910–1996), é símbolo dessa afirmação cultural: apesar de nunca ter falado inglês, já esteve ao lado de nomes como Picasso, além de ter começado a pintar com 79 anos.



Cada detalhe, inclusive, não está dissociado de um contexto mítico. “Para cada símbolo, cana sinal existe um conhecimento, dizer que é uma abstração pode ser uma falta de sensibilidade muito grande”, explica o curador, acrescentando que essa forma de expressão está, desde tempos milenares, sendo passada de geração em geração.

O nome da exposição indica a simbologia por trás das obras, que incluem esculturas, pinturas, litografia e bark paintings (pinturas em entrecasca de eucalipto). Tempo dos sonhos representa a visão dos nativos sobre a formação do universo. “Eles pintam o sonhar, só que esse sonhar não é um estado de inconsciente, mas a relação que eles tem com o mundo natural”, enfatiza Clay. Rover Thomas, Tommy Watson são outros nomes que fazem parte do acervo e já tiveram passagem por vários eventos em Nova Iorque, Veneza, São Paulo, Sidney e Miami.

Serviço

Exposição O Tempo Dos Sonhos 

Quando: A partir desta quarta (13), 19h30, na Caixa Cultural (Av. Alfredo Lisboa, bairro do Recife), até o dia 5 de agosto, das 10h às 20h.

Entrada Gratuita.


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