Um recorte generoso do cinema que vem sendo produzido na França – e em outros países de língua francesa – aporta nesta quarta (15) no Cinema da Fundação Joaquim Nabuco (Rua Henrique Dias, no Derby), com mais uma edição do Festival Varilux de Cinema Francês. Com sessão para convidados do premiado Intocáveis, às 20h, o festival é aberto ao público a partir de sexta-feira (18), com 17 filmes da nova safra francófona – entre eles, histórias de relacionamentos conturbados (ou a busca por um), dramas urbanos, romances de fundo bélico e a exposição das tensões religiosas e políticas de uma França que se estende para além de suas fronteiras físicas.
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Com a bem-sucedida marca de 45 mil espectadores em 2011, o festival chega este ano a 32 cidades brasileiras em 45 salas de exibição, com um crescimento de 30% em relação à última edição. No Recife, entretanto, uma antiga queixa do público cinéfilo mais uma vez não vai ser atendida: a mudança, ou ao menos alternância, do Cinema da Fundação (com 197 lugares), para o Cine São Luiz (com cerca de 900 poltronas). Os ingressos têm o preço tradicional do cinema – R$ 8 e R$ 4 (meia).
A programação segue até quinta-feira da próxima semana (23) e mescla obras com a pompa de terem sido exibidas no Festival de Cannes 2012 e títulos que devem chegar em breve ao mercado brasileiro.
Entre dramas, romances e outras nuances humanas, vêm os elogiados Americano(Mathieu Demy), A vida vai melhorar (Cédric Kahn), My way – O mito além da música (Florent Emilio Siri) e Polissia (Maïwenn), que disseca a relação dos policiais na Paris atual. Aqui em baixo (Jean-Pierre Denis) chama a atenção pela história de uma freira que se vê perdida ao ser traída pelo homem a quem deu o coração e seu próprio Deus.
Para os que buscam no cinema uma “zona de conforto”, a programação do Varilux agrega típicas comédias francesas para emprestar pequenas porções de leveza aos espectadores, como A arte de amar (Emmanuel Mouret) e Paris-Manhattan(Sophie Lellouche). Titeuf (Zep), animação vinda dos quadrinhos, também traz leveza com a história de um menino que quer saber os motivos de não ter sido convidado para a festa da garota por quem é apaixonado. Enfim, cinema francês para diversos paladares.
Leia a matéria completa no Jornal do Commercio desta quarta (15), no Caderno C
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