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CINEMA

Longa pernambucano O som ao redor estreia no Festival de Gramado

É a primeira exibição do filme no Brasil depois de premiada carreira no exterior

Publicado em 16/08/2012, às 11h20

Ernesto Barros

Gramado - RS

Cena de O som ao redor / Divulgação

Cena de O som ao redor

Divulgação

A penúltima noite da Mostra Competitiva de Longas-Metragens Nacionais do Festival de Cinema de Gramado acontece nesta quinta-feira (16/08) com um dos filmes mais esperados do evento: a produção pernambucana O som ao redor, que ganha sua primeira exibição no País, do cineasta Kleber Mendonça Filho, ex-crítico do JC. Como a competição tem se mostrado morna, a exibição do longa vem sendo cercada da maior expectativa. Além disso, sua trajetória de prêmios em festivais internacionais é uma credencial e tanto.

A quinta noite do festival, na terça-feira (14/08), foi marcada pela homenagem ao cineasta argentino Juan José Campanella, que foi agraciado com o Kikito de Cristal pelo conjunto de sua obra, composta por filmes como O filho da noiva e O segredo dos seus olhos (Oscar de melhor filme estrangeiro em 2011). No seu discurso de agradecimento, Campanella lamentou o fato de que o Brasil e a Argentina não partilham a forte cultura que distinguem os dois países, ao invés de perder tempo "numa folclórica rivalidade futebolística".

Com exceção do curta pernambucano-paulista Di Mello, o imorrível - que conquistou o público -, de Alan Oliveira e Rubens Pássaro, os outros três filmes exibidos nas mostras competitivas foram as maiores decepções de Gramado até agora. Representante gaúcho da competição de longas nacionais, Insônia, de Beto Souza, provou porque passou cinco para ser concluído. Adaptado de uma história original do escritor Marcelo Carneiro da Cunha (o mesmo de Antes que o mundo acabe, de Ana Luíza Azevedo), o filme tenta entrar no universo adolescente, mas erra feio ao copiar cacoetes de programas televisivos (Malhação, por exemplo) e de videoclipes.

Com o elenco formado por atores do Rio Grande do Sul e da Argentina (o filme é uma coprodução entre o país e o Brasil), o diretor importou Luana Piovani do Rio de Janeiro. Ela vive uma amiga de Cláudia e se transforma no interesse romântico do pai dela. Com as caras e bocas de sempre, Luana passeia pela tela com a beleza que Deus lhe deu e mais nada. Lara Rodrigues (a adolescente Cláudia), por seu lado, interpreta bem seu personagem, mas sua performance é sempre atrapalhada pelo roteiro mal desenvolvido do filme. A descoberta de um amigo virtual de Cláudia, que se chama Insônia, faz com que o espectador não leve a sério o que está assistindo. Como outros filmes gaúchos, fica a dúvida se Insônia conseguirá ser lançado fora de suas fronteiras.

O jornalista viajou a convite da produção do festival

Leia a reportagem completa na edição desta quinta-feira 916/08) no Caderno C, do Jornal do Commercio.

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