Muito se fala da falta de criatividade em Hollywood, que há muitos anos vem revirando o baú e reciclando longas-metragens de sucesso do passado visando alavancar as bilheterias com a força da memória afetiva dos espectadores. Apesar de se encaixar nessa tendência, O vingador do futuro (Total recall, EUA, 2012), que estreia esta sexta-feira (17/8) nos cinemas, tem algo novo a mostrar às plateias das novas e antigas gerações.
A primeira versão de O vingador do futuro data de 1990, teve direção do holandês Paul Verhoeven e foi estrelada por Arnold Schwarzenegger, Sharon Stone e Rachel Ticotin. Parte da figura de um operário que se sente incomodado com sonhos recorrentes envolvendo uma viagem dele a Marte. Ele então resolve se submeter a um implante de memória de uma megacorporação, mas algo sai é errado e ele vira inimigo nº 1 do Estado e a passa ser perseguido pela polícia e até pela própria esposa. Em crise de identidade, ele parte para o Planeta Vermelho em busca de respostas.
Dirigido por Len Wiseman e estrelado por Colin Farrell, Kate Beckinsale e Jessica Biel, o novo O vingador do futuro mantém a linha básica do enredo com algumas diferenças. A principal delas – e não poderia ser a mais orwelliana – é a delimitação dos problemas do protagonista apenas aqui na Terra.
No filme, o mundo que conhecemos praticamente virou poeira e o que sobrou está divido entre os Estados da Euromerica e da Nova Xangai – algo como o Primeiro Mundo (desenvolvido) e o Terceiro Mundo (subdesenvolvido).
No primeiro, estão as megacorporações, o controle central e os ricos; no segundo, a pobreza, a desorganização e a massa proletariada. Ambos são ligados por uma espécie de trem bala descomunal que atravessa o Centro da Terra. O personagem de Farrell acaba se tornando o pivô de interesse duplo que pode decidir o futuro da humanidade.
Separadas por duas décadas, as duas produções têm como principal diferença aquilo que enche os olhos dos fãs e torna coerente um remake deste porte: a magia das imagens de computação gráfica que fazem do longa pura diversão.
Leia mais na edição desta sexta-feira (17) do JC.
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