Jornal do Commercio
100 DOCUMENTÁRIOS

Cabra Marcado Para Morrer é eleito melhor doc pela Abraccine

Críticos associados e convidados da Associação Brasileira de Críticos de Cinema participaram da votação

Publicado em 16/03/2017, às 15h00

Cabra Marcado Para Morrer é uma das obras mais conhecidas de Eduardo Coutinho, que tem vários filmes na lista / Reprodução
Cabra Marcado Para Morrer é uma das obras mais conhecidas de Eduardo Coutinho, que tem vários filmes na lista
Reprodução
JC Online

#mce_temp_url#Cabra Marcado para Morrer, de Eduardo Coutinho, é o melhor documentário do cinema brasileiro de acordo com uma votação realizada pela Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine). Críticos associados e convidados participaram da eleição (durante o processo foram citados 649 filmes). A lista, formada por 100 obras, é o ponto de partida para a organização do livro Documentário Brasileiro - 100 Filmes Essenciais. A obra deve ser lançada no segundo semestre de 2017 pela Abraccine e o Grupo Editorial Letramento.

Além do filme lançado em 1984, mais duas obras de Eduardo Coutinho aparecem entre as cinco mais votadas pelos críticos: Jogo de Cena (2007) e Edifício Master (2002).  "A escolha por 'Cabra Marcado' não é uma surpresa. O que chama a atenção é essa forte presença de Coutinho, tão significativa que hoje podemos afirmar, sem receio, que sua obra paira muito acima do restante da produção nacional", afirma o presidente da Abraccine, Paulo Henrique Silva, na apresentação do resultado.

No decorrer da lista também aparecem outros filmes do cineasta, assassinado em 2014: Theodorico, O Imperador do Sertão (1978), Santo Forte (1999), Peões (2004), O Fim e o Princípio (2005), Moscou (2009) e As Canções (2011).

Pernambuco é representado na seleção pelos filmes Martírio, As Hiper Mulheres, CorumbiaraDoméstica Pacific. Foram escolhidas obras de diversas épocas - o mais antigo é São Paulo, Sinfonia da Metrópole (1929) - e algumas que transitam entre o documental e a ficção. "O grande número de documentários realizados nos últimos 20 anos é significativo da força que o gênero conquistou, não só pela facilidade dos meios de produção, mas também como fruto do interesse do brasileiro por sua cultura", avalia Paulo Henrique.

Em 2015, a Abraccine divulgou o resultado de uma votação sobre os filmes brasileiros mais importantes. A lista foi concluída com 101 filmes, devido a um empate.

100 DOCUMENTÁRIOS BRASILEIROS

1. Cabra Marcado para Morrer (1984), de Eduardo Coutinho

 

2. Jogo de Cena (2007), Eduardo Coutinho 

 

3. Santiago (2007), de João Moreira Salles

 

4. Edifício Master (2002), Eduardo Coutinho

 

5. Serras da Desordem (2006), Andrea Tonacci

 

6. Ilha das Flores (1989), Jorge Furtado

 

7. Notícias de uma Guerra Particular (1999), João Moreira Salles e Kátia Lund

8. Ônibus 174 (2002), José Padilha

9. Di

10. Aruanda (1959), Linduarte Noronha

11. O Prisioneiro da Grade de Ferro (2003), Paulo Sacramento

12. O País de São Saruê (1971), Vladimir Carvalho

13. Viramundo (1965), Geraldo Sarno

14. ABC da Greve (1990), Leon Hirszman

15. Jango (1984), Silvio Tendler

16. Garrincha, Alegria do Povo (1962), João Pedro Andrade

17. Imagens do Inconsciente (1986), Leon Hirszman

18. Estamira (2006), Marcos Prado

19. Santo Forte (1999), Eduardo Coutinho

20. Janela da Alma (2001), João Jardim e Walter Carvalho

21. Conterrâneos Velhos de Guerra (1990), Vladimir Carvalho

22. A Opinião Pública (1967), Arnaldo Jabor

23. Martírio (2017), Vincent Carelli, Ernesto de Carvalho e Tatiana Almeida

24. Cidadão Boilensen (2009), Pedro Asbeg

25. Entreatos (2004), João Moreira Salles

26. Maioria Absoluta (1964), Leon Hirszman

27. Nós que Aqui Estamos por Vós Esperamos (1999), Marcelo Masagão

28. São Paulo - Sinfonia da Metrópole (1929), Rodolfo Lustig e Adalberto Kemeny

29. Uma Noite em 67 (2010), Renato Terra e Ricardo Calil

30. Corumbiara (2009), Vincent Carelli

31. Elena (2012), Petra Costa

32. Justiça (2004), Mariana Ramos

33. Peões (2004), Eduardo Coutinho

34. Cinema Novo (2016), Eryk Rocha

35. A Música Segundo Tom Jobim (2012), Nelson Pereira dos Santos e Dora Jobim

36. Memória do Cangaço (1964), Paulo Gil Soares

37. Arraial do Cabo (1959), Paulo Cezar Saraceni e Mário Carneiro

38. O Poeta do Castelo (1959), Joaquim Pedro

39. Que Bom Te Ver Viva (1989), Lúcia Murat

40. A Paixão de JL (2015), Carlos Nader

41. Terra Deu, Terra Come (2010), Rodrigo Siqueira

42. Carro de Bois (1974), Humberto Mauro

43. Socorro Nobre (1995), Walter Salles

44. Mato Eles? (1982), Sérgio Bianchi

45. Lixo Extraordinário (2011), Lucy Walker e João Jardim

46. A Cidade É uma Só? (2013), Adirley Queirós

47. Soy Cuba, o Mamute Siberiano (2006), Vicente Ferraz

48. Os Anos JK – Uma Trajetória Política (1980), Silvio Tendler

49. Tudo É Brasil (1997), Rogério Sganzerla

50. Iracema, uma Transa Amazônica (1974), Orlando Senna e Jorge Bodanzky

51. Loki – Arnaldo Baptista (2008), Paulo Henrique Fontenelle

52. O Fim e o Princípio (2006), Eduardo Coutinho

53. Nelson Freire (2003), João Moreira Salles

54. Doméstica (2012), Gabriel Mascaro

55. Braços Cruzados, Máquinas Paradas (1979), Sérgio Toledo Segall

56. Dzi Croquettes (2010), Tatiana Issa e Raphael Alvarez

57. Brasília – Contradições de uma Cidade Nova (1967), Joaquim Pedro de Andrade

58. Triste Trópico (1974), Arthur Omar

59. O Dia que Durou 21 Anos 2013), Camilo Tavares

60. Simonal – Ninguém Sabe o Duro que Dei (2009), Cláudio Manoel, Micael Langer e Calvito Leal

61. Pan Cinema Permanente (2008), Carlos Nader

62. Diário de uma Busca (2010), Flávio Castro

63. Theodorico, o Imperador do Sertão (1978), Eduardo Coutinho

64. Os Dias com Ele (2014), Maria Clara Escobar

65. Um Passaporte Húngaro (2001), Sandra Kogut

66. Mataram Meu Irmão (2013), Cristiano Burlan

67. Juízo (2007), Maria Ramos

68. Pacific (2009), Marcelo Pedroso

69. Branco Sai, Preto Fica (2015), Adirley Queirós

70. Maranhão 66 (1966), Glauber Rocha

71. No Paiz das Amazonas (1922), Silvino Santos e Joaquim Gonçalves de Araújo

72. Cássia Eller (2014), Paulo Henrique Fontenelle

73. Linha de Montagem (1982), Renato Tapajós

74. Nelson Cavaquinho (1969), Leon Hirszman

75. O Porto de Santos (1968), Aloysio Raolino

76. O Mercado de Notícias (2014), Jorge Furtado

77. Vinícius (2005), Miguel Faria Jr.

78. Orestes (2015), Rodrigo Siqueira

79. Glauber, o Filme – Labirinto do Brasil (2004), Silvio Tendler

80. Moscou (2009), Eduardo Coutinho

81. Andarilho (2007), Cao Guimarães

82. O Céu sobre os Ombros (2011), Sérgio Borges

83. 33 (2004), Kiko Goifman

84. As Canções (2011), Eduardo Coutinho

85. Os Doces Bárbaros (1976), Jom Tob Azulay

86. Já Visto Jamais Visto (2014), Andrea Tonacci

87. Esta Não É a Sua Vida (1991), Jorge Furtado

88. Raul – O Início, o Fim e o Meio (2012), Walter Carvalho

89. Subterrâneos do Futebol (1965), Maurice Capovilla

90. Wilsinho Galileia (1978), João Batista de Andrade

91. O Tigre e a Gazela (1976), Aloysio Raolino

92. A Alma do Osso (2004), Cao Guimarães

93. Hércules 56 (2006), Silvio Da-Rin

94. Mr. Sganzerla – Os Signos da Luz (2012), Joel Pizzini

95. Homem Comum (2015), Carlos Nader

96. As Hiper Mulheres (2011), Carlos Fausto, Takuma? Kuikuro e Leonardo Sette

97. Lacrimosa (1970), Aloysio Raolino

98. Imagens do Estado Novo 1937-1945 (2016), Eduardo Escorel

99. Nem Tudo É Verdade (1986), Rogério Sganzerla

100. Bethânia Bem de Perto (1996), Eduardo Escorel

 

Recomendados para você




Comentar


Nome E-mail
Comentário
digite o código
Desejo ser notificado de comentários de outros internautas sobre este tópico.

OFERTAS

Especiais JC

A crise que adoece A crise que adoece
Além dos índices econômicos ruins, a recessão iniciada em 2014 no Brasil cria uma população mais doente, vítima do estresse causado pela falta de perspectivas. A pressão gera problemas psicológicos e físicos, que exigem atenção.
Agreste seco Agreste seco
A seca colocou de joelhos uma região inteira. Fez o Agreste sertanejar. Os cinco anos consecutivos sem chuva em Pernambuco ganharam aqui a dimensão de uma tragédia. Silenciosa e diária.
#PeloCaminhar #PeloCaminhar
Mais do que mobilidade, caminhar também é apropriar-se da cidade. Mas o caminhar está difícil. A mobilidade a pé necessita de uma infraestrutura própria, decente, que eleve o pedestre ao posto maior. Por isso o JC lança a discussão #PeloCaminhar.

    LOCALIZAÇÃO

  • Rua da Fundição, 257 Santo Amaro, Recife - PE
    CEP: 50040-100
  • assinejc.com.br
  • (81) 3413-6100

    SIGA-NOS

Jornal do Commercio 2017 © Todos os direitos reservados

EXPEDIENTE

Sistema Jornal do Commercio Grupo JCPM