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EUA

Roteiristas de Hollywood podem paralisar produção de filmes e séries

Categoria sindicalizada vota esta semana deflagração de greve em Los Angeles

Publicado em 18/04/2017, às 13h36

Com a concretização da paralisação, a TV norte-americana poderia passar a conviver com uma série de reprises / Foto: Wikipedia/Commons
Com a concretização da paralisação, a TV norte-americana poderia passar a conviver com uma série de reprises
Foto: Wikipedia/Commons
JC Online

Cerca de 12 mil profissionais roteiristas de televisão e cinema votam esta semana a possibilidade de deflagrarem greve e interromperem a produção de conteúdo para os estúdios. Até o dia 1º de maio, caso a categoria decida cruzar os braços e não entre em acordo com a Alliance of Motion Picture and Television Producers eles pararão de escrever.

A última vez que os roteiristas pararam as atividades, há 10 anos atrás, foi sentida uma queda na economia de Los Angeles, cidade que abriga os maiores estúdios televisivos dos Estados Unidos, além de comprometer toda uma cadeia dependente do trabalho dos roteiristas, como pessoas que fazem alimentos para os artistas, cenaristas e motoristas.

Com a concretização da paralisação, a TV norte-americana poderia passar a conviver com uma série de reprises. O baque maior seria sentido sobretudo na programação de TV dos Estados Unidos, como os programas de entrevistas e humor, séries roteirizadas e até mesmo as novelas exibidas diariamente.



Como ainda não se sabe se a greve realmente acontecerá ou quanto tempo ela poderia durar, pelo menos no cinema as coisas continuariam do mesmo jeito. Como a produção de filmes chega a durar anos, seria preciso uma paralisação muito longa para afetar diretamente o lançamento dos produtos da indústria cinematográfica.

Motivos para uma paralisação

As redes de TV estão encomendando menos episódios por temporada (entre dez e 13) do que no passado (quando encomendavam entre 22 e 24). Assim, escrever para uma série agora gera menos renda. Em suma a categoria pede o aumento de salário e que os estúdios contribuam mais para o plano de saúde, além de exigências como a liberação da produção de mais de, por exemplo, uma série ou novela por vez. As informações são do Writers Guild of America, West, sindicato que representa os roteiristas.

 


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