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CINEMA

Pernambuco emplaca três filmes no Festival de Brasília

Marcelo Pedroso, Leo Tabosa e Jonathas de Andrade vão mostrar seus novos trabalhos na edição de 50 anos do festival

Publicado em 07/08/2017, às 15h37

Cena de Baunilha / Divulgação
Cena de Baunilha
Divulgação
JC Online

Um longa e dois curtas curtas-metragens pernambucanos vão disputar o Troféu Candango do 50º Festival de Brasília do Cinema
Brasileiro. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (7/8), durante transmissão pelo Canal Brasil. Nove filmes
concorrem ao Troféu Candango na categoria longa-metragem e outros 12 competem na categoria de curta-metragem.

O festival será realizado de 15 a 24 de setembro, tendo como palco principal o Cine Brasília. De acordo com os organizadores, a edição de 2017 recebeu 778 inscritos na Mostra Competitiva, um recorde (608 curtas-metragens e 170 longas).

PERNAMBUCANOS

Três anos depois de ganhar o troféu de Melhor Diretor por Brasil S/A, Marcelo Pedroso volta à competição de
longas-metragens com Por trás da Linha de Escudos.

Os outros dois curtas são de diretores estreantes no Festival de Brasilia, mas já conhecidos e premiados. Baunilha
de Leo Tabosa, foi um dos filmes retirados do Cine PE deste ano, como protesto pela presença de produções 
consideradas conservadores, como O Jardim das Aflições. O filme segue as ideias de Tubarão, curta anterior de Leo,
que ganhou três prêmios no Cine PE (entre eles Melhor Filme e Melhor Direção), em 2014. Em Baunilha, o cineasta
apresenta um personagem que pratica bongage, um fetiche ligado ao sadomasoquismo, e atende clientes numa clínica
em Boa Viagem, no Recife.



O Peixe é um experimento do artista plástico alagoano Jonathas de Andrade, radicado em Pernambuco, que teve sua première na 32ª Bienal de São Paulo, em setembro do ano passado. Filmado em 16mm e produzido pela Desvia (Rachel
Ellis), o filme mostra um ritual um inventado pelo artista: ele propôs a pescadores de Piaçabuçu e Coruripe, na
foz do Rio São Francisco, entre Alagoas e Sergipe, que eles dessem abraços e beijos em peixes à beira da morte.

Programação 

Mostra competitiva de longa-metragem

Arábia, de Affonso Uchoa e João Dumans, MG
Café com Canela, de Ary Rosa e Glenda Nicácio, BA
Construindo Pontes, de Heloisa Passos, PR
Eera Uma Vez Brasília, de Adirley Queirós, DF
Música para Quando as Luzes se Apagam, de Ismael Cannepele, RS
O Nó do Diabao, de Ramon Porto Mota, Gabriel Martins, Ian Abé, Jhesus Tribuzi , PB
Pendular, de Julia Murat, RJ
Por Trás da Linha de Escudos, de Marcelo Pedroso, PE
Vazante, de Daniela Thomas, SP

Mostra competitiva de curta-metragem

A Pssagem do Cometa, de Juliana Rojas, SP
As Melhores Noites de Veroni, de Ulisses Arthur, AL
Baunilha, de Leo Tabosa, PE
Carneiro de Oouro, de Dácia Ibiapina, DF
Chico, dos Irmãos Carvalho, RJ
Inocentes, de Douglas Soares, RJ
Mamata, de Marcus Curvelo , BA
Nada, de Gabriel Martins , MG
O Peixe, de Jonathas de Andrade, PE
Peripatético, de Jessica Queiroz, SP
Tente, de Laís Melo, PR
Torre, de Nadia Mangolini, SP

No próximo dia 15, o festival divulgará a programação completa, com mostras paralelas, hors concours e os filmes de
abertura e encerramento, além dos seminários.


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