Jornal do Commercio
Cinema

Davi Pretto, diretor de Rifle, participa de debate no Recife

Conversa com o cineasta gaúcho acontece nesta terça-feira (8/8) após a sessão do longa, no Cinema da Fundação/Museu, que começa às 20h

Publicado em 08/08/2017, às 12h09

Cena de Rifle / Vitrine Filmes/Divulgação
Cena de Rifle
Vitrine Filmes/Divulgação
JC Online

Com apenas dois longas-metragens, o cineasta gaúcho Davi Pretto vem atraindo os olhares da crítica pela maneira inovadora como tem tratado personagens urbanos e rurais. Ele chamou a atenção primeiro com Castanha, realizado em 2014, um retrato em 5x7 sobre o ator gaúcho João Carlos Castanha, que trabalha à noite como transformista. Com intimidade, ele entra na pele do personagem para fazer de seus problemas de saúde e solidão uma complexa reinvenção da vida.

Rifle, que no ano passado teve uma vitoriosa carreira em festivais, é um filme que ainda traz outra camada de interesse ao processo cinematográfico de Davi Pretto. Dessa vez, ele atravessa as ambiguidades entre a ficção e o documentário de Castanha ao fazer outro filme com não-atores, como para afirmar que, no cinema, realidade e ficção se equilibram numa linha muito tênue.

Nesta terça-feira (8/8), David Pretto vai participar de uma sessão debate de Rifle, às 20h, no Cinema da Fundação/Museu, em Casa Forte, com mediação do curador e crítico de Jornal do Commercio, Ernesto Barros. Sem dúvida, uma boa ocasião para o público e estudantes de cinema conversarem com o cineasta, de 29 anos, que é graduado em Cinema pela PUCRS -Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul.

Em setembro do ano passado, o longa-metragem ganhou dois Troféus Candangos do Festival de Brasília: Melhor Roteiro (David Pretto e Richard Tavares) e Melhor Som (Tiago Bello). O som do filme é tão importante que o diretor tem enviado informes para os exibidores colocarem o volume no ponto 6 (geralmente, os cinemas operam num volume mais baixo, como se isso deixasse os espectadores mais confortáveis). No caso de Rifle, a necessidade do volume alto é que o som é uma ferramenta de linguagem do filme.



PRÊMIO DA CRÍTICA

No mesmo festival, a Abraccine - Associação Brasileira de Críticos de Cinema outorgou a Rifle o Prêmio de Melhor Filme. "Pela hábil conexão entre a gramática do documentário e da ficção. Pelo retrato que conjuga a perspectiva de um personagem com as transformações de um Brasil rural. Pela apropriação original da estética do western e o uso potente do som, o júri Abraccine concede o prêmio de Melhor Longa para Rifle,", justificaram os críticos e jornalistas, na noite de premiação em Brasília.

No lugar de Castanha , Davi Pretto elege agora um personagem que evoca o mito do gaúcho, um homem errante, que não consegue se estabelecer num território que, originalmente, não lhe pertence. É o caso de Dione (Dione Ávila de Oliveira, pela primeira em frente a uma câmera), que tira um velho do rifle do esconderijo para não se deixar subjugar pelo poder do capital.

Não é à toa que disseram que Dione era uma espécie Clara (a heroína de Aquarius) de botas, embora o filme tenha sido escrito em 2010. Essas coincidências, tão distantes espacialmente, forjam leituras das mais interessantes. Mistério do cinema.


Recomendados para você




Comentar


Nome E-mail
Comentário
digite o código
Desejo ser notificado de comentários de outros internautas sobre este tópico.

OFERTAS

Especiais JC

JC recall de marcas 2017 JC recall de marcas 2017
Conheça o ranking das marcas que têm conseguido se manter no topo da preferência dos pernambucanos. O rol é resultado de uma pesquisa realizada pelo Instituto Harrop, há duas décadas parceiro do Jornal do Commercio na realização da premiação
10 anos do IJCPM 10 anos do IJCPM
O Instituto João Carlos Paes Mendonça de Compromisso Social (IJCPM) comemora 10 anos de história, contribuindo para transformar a vida de jovens de comunidades com histórico de desigualdade social nas cidades de Recife, Salvador, Fortaleza e Aracaju
Chapecoense: um ano de saudade Chapecoense: um ano de saudade
Um ano de saudade. Foi isso que restou. A maior tragédia do esporte mundial, no dia 29 de novembro de 2016, quando houve o acidente aéreo com a delegação da Chapecoense, em Medellín, na Colômbia, fez 71 vítimas. Entre elas, dois pernambucanos

    LOCALIZAÇÃO

  • Rua da Fundição, 257 Santo Amaro, Recife - PE
    CEP: 50040-100
  • assinejc.com.br
  • (81) 3413-6100

    SIGA-NOS

Jornal do Commercio 2017 © Todos os direitos reservados

EXPEDIENTE

Sistema Jornal do Commercio Grupo JCPM