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CRÍTICA

O terror divertido de A Morte Te Dá Parabéns, em cartaz nos cinemas

Longa-metragem é protagonizado por Jessica Rothe, que foi coadjuvante de La La Land.

Publicado em 12/10/2017, às 12h47

Jessica Rothe numa de A Morte Te Dá Parabéns / Universal Pictures/Divulgação
Jessica Rothe numa de A Morte Te Dá Parabéns
Universal Pictures/Divulgação
Ernesto Barros

A Morte Te Dá Parabéns, em exibição a partir de hoje no circuito comercial, pode ser definido como um filme de uma nota só. Para qualquer filme, isso é um risco e tanto; para um filme de terror, é quase um suicídio. Afinal, o gênero é pródigo em surpresas, sustos e altas voltagens.

Mas é isso o que A Morte Te dá Parabéns é, uma variação de Feitiço do Tempo, de 1993, aquele filme engraçado em que Bill Murray morre de tédio ao viver o mesmo dia sem fim, quando vai fazer a cobertura do Dia da Marmota numa cidadezinha.

Aqui, no lugar de Bill Murray, temos a estudante universitária Tree (Jessica Rothe), que toda amanhã acorda assustada, depois de um dia de aniversário em que, no final da noite, é assassinada por um tipo com uma máscara de palhaço. Assim, ela acorda sempre assustando Carter (Israel Broussard), o menino que a levou para o dormitório dele.

Para dizer a verdade, não é só Feitiço do Tempo que é a base do roteiro assinado por Scott Lodbell. O filme pega muitas ideias da ficção científica No Limite do Amanhã, que vem a ser uma adaptação do mangá de Hiroshi Sakurazaka. Isso porque Tree, quando começa a sacar a situação, vai ficando safa e usando as repetições do seu dia a dia para se adiantar no tempo e entender o que se passando com ela.



Para fazer com o que o filme siga em frente, Lodbell vai, gradativamente, apresentando novas situações para que Tree, e o espectador, naturalmente, consigam ir avançado nas tarefas. Essa brincadeira, típica dos games, é um elemento recorrente na narrativa. Quem sai ganhando com isso é Jessica Rothe – ela tem a chance de retocar e burilar seu personagem de acordo com cada tarefa vencida.

Órfã de mãe, Tree faz parte de uma comunidade da universidade em que o foco é só nas aparências, em que elas usam as roupas mais chiques e evitam toda sorte de gordices. Trata-se, sem dúvida, de um clichê das jovens superficiais das universidades, que o filme vai desconstruindo sequência a sequência até que Tree transforma-se numa mulher sensível e com um grande coração.

BLUMHOUSE

Embora não seja um grande filme, A Morte Te Dá Parabéns é divertido e sem, dúvida, até inteligente, com uma construção que não constrange os cinéfilos. Talvez esta seja uma das principais lições da produtora Blumhouse. Geralmente sem grandes astros no elenco, os filmes trazem novas caras e uma história bem azeitada.

Só para lembrar, a Blumhouse está por trás de séries com Atividade Paranormal (de onde Christopher Landon foi o principal roteirista) e The Purge até Corra!, um filme com lugar de destaque entre os melhores do ano. A Morte Te Dá Parabéns não chega a tanto, mas é um filme bem dirigido e que não ludibria o espectador com tolices, apesar de ser bem humorado. Além disso, mostra que Jessica Rothe, coadjuvante em La La Land, tem tudo para ser uma rainha do grito. Afinal, desde Halloween que filme de terror juvenil que se preze precisa de uma jovem atriz de talento, que também seja boa de grito e tenha pique para correr e lutar pela própria vida. 


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