Jornal do Commercio
ESPAÇO

Mulheres cineastas pedem cotas de gênero em Hollywood

Último relatório anual sobre a diversidade em Hollywood revela que apenas 10% dos produtores de filmes ou séries são mulheres

Publicado em 10/08/2017, às 12h34

"Talvez neste momento haja a necessidade de cotas", apontou Maggie Kiley
Foto: AFP
Da AFP

Produtoras de séries televisivas em alta como American Horror Story, The Americans e Scandal pediram cotas de gênero para conseguir uma maior diversidade em Hollywood, onde as mulheres raramente se encontram atrás das câmeras.

"Nunca quero ter que chegar a dizer que fui contratada por ser mulher, mas talvez neste momento haja a necessidade de cotas", disse Maggie Kiley durante uma coletiva organizada na quarta-feira (9) pela emissora FX no encontro da Television Critics Association (TCA).

"Se tiver que ser assim, que seja assim", completou Rachel Goldberg em uma mesa-redonda que reuniu sete mulheres cineastas.

De acordo com o último relatório anual sobre a diversidade em Hollywood elaborado pela Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), as minorias representam 40% da população americana, mas são somente 10% dos produtores de filmes, ou séries.

O mesmo acontece com as mulheres, que representam metade da população do país e apenas 10% dos que estão por trás das câmeras.



As diretoras reunidas no painel da FX contaram que têm de superar inúmeros obstáculos para conseguir comandar uma produção, quando os homens precisam apenas ter feito um curta-metragem.

"Não somos iniciantes [...]. Apenas precisamos que nos deem uma oportunidade", insistiu Rachel Goldberg, enquanto homenageava o produtor de séries da FX Ryan Murphy.

"Me confiou um episódio de 'American Horror Story' e mudou a minha vida", contou.

AUMENTO

Em 2016, Murphy e a FX lançaram a "Half Initiative", com o objetivo de conseguir que pelo menos metade dos produtores do canal seja de mulheres, ou de pessoas pertencentes a minorias. Desde então, o número de mulheres diretoras na emissora passou de 12% em 2015 para 51% em 2016.

As cotas são "necessárias para que as mulheres possam obter um primeiro emprego como produtoras e também para mudar as mentalidades", considerou Meera Menon, que acaba de gravar um episódio de "Snowfall", sobre a epidemia de crack em Los Angeles.


Palavras-chave

Recomendados para você




Comentar


Nome E-mail
Comentário
digite o código
Desejo ser notificado de comentários de outros internautas sobre este tópico.

OFERTAS

Especiais JC

JC recall de marcas 2017 JC recall de marcas 2017
Conheça o ranking das marcas que têm conseguido se manter no topo da preferência dos pernambucanos. O rol é resultado de uma pesquisa realizada pelo Instituto Harrop, há duas décadas parceiro do Jornal do Commercio na realização da premiação
10 anos do IJCPM 10 anos do IJCPM
O Instituto João Carlos Paes Mendonça de Compromisso Social (IJCPM) comemora 10 anos de história, contribuindo para transformar a vida de jovens de comunidades com histórico de desigualdade social nas cidades de Recife, Salvador, Fortaleza e Aracaju
Chapecoense: um ano de saudade Chapecoense: um ano de saudade
Um ano de saudade. Foi isso que restou. A maior tragédia do esporte mundial, no dia 29 de novembro de 2016, quando houve o acidente aéreo com a delegação da Chapecoense, em Medellín, na Colômbia, fez 71 vítimas. Entre elas, dois pernambucanos

    LOCALIZAÇÃO

  • Rua da Fundição, 257 Santo Amaro, Recife - PE
    CEP: 50040-100
  • assinejc.com.br
  • (81) 3413-6100

    SIGA-NOS

Jornal do Commercio 2017 © Todos os direitos reservados

EXPEDIENTE

Sistema Jornal do Commercio Grupo JCPM