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ESTREIA

Samantha! tem muitas referências aos anos 1980 e tema atual

História fala sobre questões como a cultura das celebridades em meio ao humor ácido

Publicado em 27/06/2018, às 14h23

Turminha Plimplom é o nome do grupo musical infantil da série Samantha! / Fabio Braga/Netflix/Divulgação
Turminha Plimplom é o nome do grupo musical infantil da série Samantha!
Fabio Braga/Netflix/Divulgação
Eugênia Bezerra

Pela construção dos personagens, participações especiais de Gretchen e Luciana Vendramini e referências feitas em algumas cenas, pode-se notar que Samantha!, série que estreia dia 6 de julho na Netflix, é uma produção com uma cara bem brasileira. Mas nem tudo é piada interna no roteiro da terceira série original da Netflix feita no Brasil. A história trata de temas universais como as relações em família, tentativas de se reencontrar na vida pessoal e profissional, sonhos e frustrações, etc.

O mundo do entretenimento mudou bastante nos últimos anos. Fãs que antes mandavam cartinhas para alguém como Samantha, agora podem expressar sua admiração ao curtir fotos de influenciadores digitais como Laila (Lorena Comparato, que buscou referências em pessoas como Kylie Jenner e até utiliza um "lip plumper" em cena para aparecer com os lábios maiores, como os da celebridade americana).

Os programas infantis de auditório perderam muito espaço na TV aberta e cada vez mais famílias buscam entretenimento no esquema multitela, sendo raros os momentos em que todo mundo senta em frente à televisão da sala.

Parte do humor da série vem do fato de Samantha querer voltar aos holofotes neste contexto com novas regras, do qual os filhos dela fazem parte, o que também afeta Dodói, enquanto ele busca trabalho.



Além disso, há elementos no roteiro que podem refletir coisas que aconteceram em outros lugares (o que ganha contornos especiais ao lembramos que a plataforma de streaming opera em 190 países).

"Às vezes a gente fica tentando encontrar correlações específicas, pensando: ‘Ah, no Brasil aconteceu assim’. Mas, em conversas sobre o texto (com representantes da Netflix em outros países), vimos que os mesmos personagens existiram no México, na Argentina, na Colômbia... Samantha quer amar e receber amor de novo. O problema é que, para ela, receber o mesmo amor que ela tinha significa ser amada por 80 milhões de pessoas", brinca Felipe Braga, referindo-se ao sucesso que a personagem experimentava décadas atrás.

Anos 1980

Por falar em anos 1980, Edgar Poças e Fábio Góes foram chamados para compor Abraço Infinito, sucesso que a Turminha Pimplom canta na série (o grupo é formado por Samantha, Bolota e Tico, interpretados por Maurício Xavier e Rodrigo Pandolfo na fase adulta).

Edgar Poças fez músicas para o Balão Mágico, Dominó, Angélica, Eliana, Simony, Polegar, Menudo e muitos outros artistas. Com um refrão bem chiclete, a faixa ganhou clipe publicado no YouTube, com cara de gravação em fita VHS, e está disponível no Spotify.

* A repórter viajou a convite da Netflix


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