Em agosto de 1982, o agricultor e sindicalista Manoel Jerônimo recebeu três tiros, em um atentado acontecido em Iguaraci, no sertão do Pajeú, onde atuava como sindicalista. Hoje ele está lançado um livro
de poemas, Cúmplice da natureza, na Livraria Jaqueira, às 19h.
O ex-presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Iguaraci preferiu preservar o bem-estar da mulher e dos filhos, retirando-se com a família para a Zona da Mata Sul. Vive em Ribeirão até hoje, em um pequeno sítio. Cúmplice da natureza é o seu livro de estreia, reúne poemas escritos ao longo de mais de 40 anos dos seus 77 anos de vida (Ele nasceu em 1934, em Bom Conselho, no Agreste pernambucano).
A temática não difere da que era usada pelos antigos cordelistas: louvores à natureza, as secas periódicas, alguns poemas confessionais, porém a maioria é ligado ao meio em que vive, à política. Manoel Jerônimo se vale de métrica e de modalidades da cantoria de viola.
Cúmplice da natureza é na verdade, uma coleção de cordéis, reunidos num outra embalagem, esta mais atrativa a pessoas que só eventualmente consomem este tipo de literatura.
Leia mais na edição do JC desta terça-feira (26/4), no Caderno C
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