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O FIM

Enciclopédia Britânica não vai mais sair em versão impressa

Depois de 244 de edições ininterruptas, a tradicional enciclopédia anuncia que continuará apenas em versão digital

Publicado em 15/03/2012, às 06h00

Do JC Online

Se as enciclopédias um dia já foram a vanguarda da circulação do conhecimento, hoje, estão cada vez mais sujeitas à lógica digital. A mais tradicional publicação do gênero no mundo, a Britânica, anunciou que vai deixar de produzir novas edições impressas, passando a existir exclusivamente em meios digitais, depois de 244 ininterruptos. Com versões a cada dois anos, ela vinha sendo publicada continuamente desde 1768.

A primeira edição saiu ainda em Edimburgo, na Escócia. Ficou sendo produzida na cidade até 1901, quando sua sede foi transferida para os Estados Unidos. Lá, passou a ter um caráter menos acadêmico e diminuiu a extensão dos seus verbetes, passando a ser vendida de porta em porta nas casas de todo o mundo. Com 32 volumes cada, as edições da Britânica custam cerca de 1,4 mil dólares. Segundo a empresa, os quase 4 mil exemplares que ainda existem em estoque continuarão sendo vendidos até que a tiragem esgotar.

Em nota oficial publicada no site da Enciclopédia Britânica, a companhia afirma que “a enciclopédia vai viver em maiores, mais numerosas e mais vibrantes formas digitais”. O presidente do grupo, Jorge Cauz, também disse que a decisão não dizia respeito ao passado, mas ao futuro do negócio. “Isso não tem nada a ver com a Wikipedia ou o Google. Isso tem a ver com o fato de que agora Britânica vende seus produtos digitais para um grande número de pessoas”, declarou.

Criada pela mesma empresa que a Britânica, a Enciclopédia Barsa – desde 2000, nas mãos da Editora Planeta – promete continuar com novas edições. Em nota divulgada à imprensa, a empresa diz que “não há intenção do grupo em cessar as impressões da obra”. Atualmente, a Barsa conta com 18 volumes e 135 mil verbetes.

Leia a matéria completa no Jornal do Commercio desta quinta-feira (15/3)

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