A poesia metalinguística é uma prática comum da literatura brasileira. Em Retratos falados (Dobra Editorial, 56 páginas, R$ 20), o que o escritor e dramaturgo pernambucano radicado em João Pessoa Astier Basílio procurou foi, ao homenagear nomes importantes da música e de outras artes, falar do fazer poético e de si mesmo. Astier é um dos convidados da Mostra Sesc de sábado (16/6), às 17h40, quando conversa com Bráulio Tavares, Wilson Freire e Pedro Américo de Farias. Ele lança o livro mais cedo, às 11h, no Box Sertanejo, no Mercado da Madalena (Rua Real da Torre, 270, Madalena).
A primeira parte do livro, composta de 16 poemas sobre artistas como Bob Dylan, BB King e Roberto Bolaño, é um belo exercício de uma espécie de subjetividade terceirizada: é a partir da sua relação com os músicos e escritores e dos temas que enxerga neles que Astier constrói sua fala poética. São versos primos dos poemas-homenagem de Manuel Bandeira.
“Eu não queria fazer as comuns reproduções pós-drummondianas da poesia metalinguística. Procurando uma maneira de refletir sobre a poética, escolhi falar disso não a partir da poesia, mas da música”, comenta Astier. Compostos em rimas toantes – influência de Alberto da Cunha Melo e das monorrimas de Ivan Junqueira –, seus versos tem belos momentos, como em Bob Dylan: “Era uma vez um trem e não havia a bordo / alma alguma e ao mesmo tempo o mundo todo / Fui o clown branco. Fui amanhã. Fui morto. / Meu nome é multidão e isso é tão pouco”.
Leia a matéria completa no Jornal do Commercio de sábado (16/6).
Últimas notícias
Ranking do dia
Policlínica Barros Lima será reformada evai ganhar mais 21 profissionais de saúde
Com nova derrota, Sport se despede
Estaleiro retoma contrato de 12 navios suspensos pela Transpetro em maio do ano passado
Clima ameno, mas com recados sutis
Acabou o suspense: lançado o Xbox One
Gol ganha duas versões aventureiras
Torreão é opção para famílias Especiais JC
Parque Nacional Torres del Paine