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COLEÇÃO

Cepe Editora reedita clássicos pernambucanos

Editora pernambucana lança dez obras importantes da cultura pernambucana que estavam fora das livrarias

Publicado em 22/08/2012, às 06h54

Diogo Guedes

Livros, ainda mais aqueles fundamentais para a cultura de um Estado, não foram feitos para serem obras raras, restritas a poucos colecionadores. É com o intuito de popularizar textos que por muito tempo ficaram limitados a apenas algumas mãos que a Cepe Editora lança quarta (22/8), às 19h, as dez primeiras obras da sua Coleção Acervo Pernambuco no Museu do Estado de Pernambuco (Mepe). Outra novidade inaugurada na noite será a loja Museu & Cia., espaço permanente para vender livros.

A coleção vem sendo preparada há um bom tempo. Da lista inicial de 100 obras sugeridas para reedição pela Cepe, chegou-se ao número final de dez, divididas em quatro selos. Letra Pernambucana volta-se para a literatura; Palco Pernambucano, para o teatro; e Arte Pernambucana traz textos sobre as artes plásticas. Em Terra Pernambucana, por sua vez, obras de sociologia, história, geografia e antropologia raras ganham republicação (veja mais sobre os livros na arte ao lado). Novos selos sobre o cinema, por exemplo, não estão descartados.

O projeto gráfico foi encomendado a uma das principais designers da área do País, a pernambucana radicada em São Paulo Moema Cavalcanti. Segundo Marco Polo Guimarães, superintendente de produção editorial de Cepe, a ideia era produzir livros bonitos com preços acessíveis – cada um custa R$ 15.

A Cepe ainda aproveita para abrir dentro do museu sua primeira livraria. “É uma parceria com a instituição. Vamos vender os nossos livros, suvenires do Mepe e também livros da Imprensa Oficial de São Paulo, nossa parceira e referência nacional de qualidade”, explica o editor.

Veja a descrição dos livros da coleção:

Coleção Letra Pernambucana
- Dois Recifes, de Polycarpo Feitosa
Escrito sob pseudônimo por Antônio de Souza, o romance é um relato memorialístico de um homem que procura no Recife do século 20 a cidade que visitou na sua infância.
- Mulheres e rosas; Vida e sonho; De monóculo, de Austro-Costa
O livro reedita a obra poética do jornalista pernambucano, mostrando sua estética simbolista e modernista, incluindo também seus sonetos satíricos publicados em jornais.

Coleção Palco Pernambucano
- A personagem dramática, de Rubem Rocha Filho
O livro é um estudo teórico sobre a personagem teatral, analisando-a desde o teatro grego e o teatro medieval de rua até as manifestações populares do Nordeste e a Commedia dell’Art.
- Por um teatro do povo e da terra – Hermilo Borba Filho e o Teatro do Estudante de Pernambuco, de Luiz Maurício Britto Carvalheira
A obra mostra a atuação de Hermilo Borba Filho no teatro pernambucano principalmente por seu papel de aglutinador e “animador cultural” na década de 1940.

Coleção Arte Pernambucana
- A memória do atelier coletivo; Artistas de Pernambuco e Tratos da arte de Pernambuco, de José Cláudio
Os três livros de ensaios e relatos do artista plástico foram reunidos em um só volume, formando, juntos, um panorama da história da arte do Estado da primeira metade do século 20.

Coleção Terra Pernambucana
- A guerra dos mascates como afirmação nacionalista, de Mário Melo
O ensaio histórico reconstrói a guerra entre as cidades de Olinda e Recife para entender as raízes da cultura e política pernambucana.
- Paisagens do Nordeste em Pernambuco e Paraíba, de Mário Lacerda de Melo
Obra de referência para a geografia, o estudo funciona como um manual para os interessados na área, observando aspectos físicos e humanos da paisagem nordestina.
- Um sertanejo e o sertão, Moxotó brabo e Três ribeiras, de Ulysses Lins de Albuquerque
A trilogia, publicada entre 1957 e 1971, traz um retrato poético do cotidiano do Sertão pernambucano, em seus personagens e histórias. Nessas crônicas, tão leves como elucidativas da vida sertaneja, estão presentes os coronéis e o cangaço, os políticos e os cantadores da região do Moxotó e do Pajeú.

Leia mais no Jornal do Commercio desta quarta (22/8).

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