Jornal do Commercio
ANOREXIA

Modelos extremamente magras serão vetadas de passarelas na França

Com exigência de atestados médicos, a França quer continuar a luta contra a anorexia

Publicado em 05/05/2017, às 19h30

França que evitar a pressão por corpos que não são saudáveis / Timothy A. Clary/AFP
França que evitar a pressão por corpos que não são saudáveis
Timothy A. Clary/AFP
Amélie Baubeau e Paul Ricard, da AFP

As modelos que desfilam na França terão que apresentar um certificado médico que prove que não estão magras demais, dando mais um passo na luta contra a anorexia em um país que também obrigará a marcar as fotos publicitárias que tiverem sido retocadas.

Ambas as disposições são incluídas em dois textos publicados nesta sexta-feira no boletim oficial, dois dias antes do segundo turno das eleições presidenciais, embora tivessem sido votadas na Lei de Saúde de janeiro de 2016.

As medidas pretendem influenciar a "imagem do corpo na sociedade para evitar a promoção de ideais de beleza inacessíveis e para evitar a anorexia entre as jovens", assim como para "proteger a saúde de um setor da população particularmente atingido por este risco: as modelos", explicou o Ministério da Saúde em um comunicado.

A obrigação do certificado médico entrará em vigor a partir deste sábado e ele poderá ser concedido pelo médico do trabalho, detalha o decreto publicado nesta sexta.

O certificado terá uma validade máxima de dois anos e atestará "que o estado de saúde geral da pessoa [...]avaliado principalmente a partir de seu índice de massa corporal (IMC) lhe permite exercer a atividade de modelo".

EMPRESAS

Os empregadores - revistas de moda ou agências - que não respeitarem a lei poderão ser condenados a penas de até seis meses de prisão (seus responsáveis) e multas de 75.000 euros.



A medida também se aplica a modelos de outros países do Espaço Econômico Europeu quando trabalharem na França.

O Sindicato Nacional das Agências de Modelo (Synam) lamentou em um comunicado que a disposição "estigmatize unicamente as agências de modelo, omitindo deliberadamente envolver os mandantes (marcas de luxo e designers)".

Madri foi a primeira capital europeia a tomar este tipo de atitude, ao proibir em setembro de 2006 que as modelos com um IMC inferior a 18 desfilassem na Passarela Cibeles, o grande evento de moda madrilenho. Ainda assim, não é uma legislação nacional.

Além disso, um decreto obriga incluir a marca "fotografia retocada" nas imagens de modelos cuja silhueta tenha sido afinada ou aumentada com um programa de edição a partir de 1º de outubro.

A obrigação envolve as fotografias "inseridas em mensagens publicitárias" na imprensa, em cartazes, ou nos catálogos e folhetos, afirma o decreto.

"A luta contra a anorexia chique progride [...]. Um combate que finalmente se concretiza", tuitou o ex-deputado socialista Olivier Véran, redator do projeto de Lei de Saúde.


Palavras-chave

Recomendados para você




Comentar


Nome E-mail
Comentário
digite o código
Desejo ser notificado de comentários de outros internautas sobre este tópico.

OFERTAS

Especiais JC

Julgamento de Lula Julgamento de Lula
O Tribunal Regional Federal da 4ª Região confirmou, no histórico 24 de janeiro de 2018, a condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ampliou a pena para 12 anos e 1 mês de reclusão
Copa do Nordeste 2018 Copa do Nordeste 2018
A 15ª edição da Copa do Nordeste tem um sabor especial. 2018 marca a volta das transmissões de futebol da TV Jornal. Ao lado da co-irmã de Caruaru e de nove afiliadas do SBT Nordeste, a emissora vai levar ao público todas as emoções do torneio
Conheça o Cambinda Brasileira, maracatu rural mais antigo em atividade Conheça o Cambinda Brasileira, maracatu rural mais antigo em atividade
Conheça o Cambinda Brasileira, maracatu rural mais antigo em atividade

    LOCALIZAÇÃO

  • Rua da Fundição, 257 Santo Amaro, Recife - PE
    CEP: 50040-100
  • assinejc.com.br
  • (81) 3413-6100

    SIGA-NOS

Jornal do Commercio 2018 © Todos os direitos reservados

EXPEDIENTE

Sistema Jornal do Commercio Grupo JCPM