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MODA

Fashion Week de Milão masculina realiza 32 desfiles no fim de semana

O evento será uma vitrine para as criações de grifes históricas como Versace, Fendi e Prada e alguns estilistas emergentes

Publicado em 16/06/2017, às 19h15

Imagem do desfile da Armani na  Fashion Week masculina de Milão de 2016 / Divulgação
Imagem do desfile da Armani na Fashion Week masculina de Milão de 2016
Divulgação
Franck Iovene, da AFP

A Fashion Week de Milão masculina, que abre suas portas nesta sexta-feira (16), será neste fim de semana uma vitrine para as criações de grifes históricas como Versace, Fendi e Prada e alguns estilistas emergentes.

Serão pelo menos 32 desfiles na Milano Moda Uomo, que, pela primeira vez, inaugura com a Milano Moda Graduate, seleção dos melhores trabalhos dos alunos das escolas de moda da península. Nessa mesma noite, a marca de moda italiana Ermenegildo Zegna sobe a passarela, pela segunda vez sob a direção de Alessandro Sartori.

Grandes marcas como Armani, Prada, Fendi e Versace estarão presentes na Fashion Week, cuja duração passou de quatro para três dias, com cinco desfiles a menos.

Como faz há dez anos, Giorgio Armani dará oportunidade a uma jovem promessa da indústria da moda em seu teatro milanês. Este ano, o escolhido foi o estilista coreano Munsoo Kwon.

Outras grifes famosas participarão do desfile, como Dirk Bikkenbergs (com o britânico Lee Wood no comando), N°21 e Frankie Morello, que encerra esse primeiro dia de moda em Milão.

Ao lado de grandes nomes vão desfilar novas marcas: a japonesa Sulvan, fundada em 2014 por Teppei Fujita; GCDS, criada há dois anos pelos irmãos napolitanos Giordano e Giuliano Calza; e Poan (Peoples of All Nations) do estilista austríaco Georg Weissacher, que trabalha para Vivienne Westwood.

Outras marcas novas, que também vão desfilar graças ao apoio da Câmara Nacional de Moda Italiana (CMNI), são Christian Pellizzari, Malibu1992, Palm Angels, Sunnei e Wood Wood.

EM PLENA FORMA

Algumas ausências importantes nas coleções de primavera-verão 2018 são Missoni e Jil Sander, que acaba de nomear o casal Luke e Lucie Meier para sua direção artística.



Em setembro, as duas marcas vão participar da Semana de Moda feminina, evento de grande magnitude, onde as coleções masculina e feminina desfilarão simultaneamente.

Trussardi, Gucci e Bottega Veneta fizeram a mesma escolha, adotando a fórmula da moda co-ed (baseada no termo "coeducational", nome inglês das "escolas mistas"), que facilita a apresentação da coleção masculina para os meios de comunicação e também a realização do próprio desfile.

Outros escolheram reunir suas coleções no evento masculino que acontece em junho, como a Dsquared2, Diesel Black Gold, do britânico Neil Barrett, e o estilista croata Damir Doma.

Já o promissor estilista belga Cédric Charlier, que estreou na moda masculina em Milão em janeiro, escolheu desfilar em Paris na próxima semana, também com coleções misturadas.

Essa nova edição da Milano Moda Uomo começa no dia em que termina em Florença o Pitti Uomo, 92ª edição do salão durante o qual o governo reiterou a necessidade entre Milão e Florença em matéria de moda masculina.

O setor mostra seu vigor com um faturamento recorde de 9 bilhões de euros em 2016, alta de 1,2%.

A indústria têxtil italiana como um conjunto também vai bem apesar da crise, com vendas de 84 bilhões de euros no ano passado, avanço de 1,9%, em particular graças ao mercado exterior.

As exportações alcançaram 61 bilhões de euros, com crescimento de 1,5% na Europa.

A moda italiana é o segundo setor industrial do país, atrás da mecânica, e representa cerca de 40% de todo o setor de moda europeia.


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