Música e tecnologia a serviço da cidadania e do desenvolvimento econômico-cultural de Pernambuco. Esse é o conceito que permeia as ações do Estúdio Peixe Sonoro, que funciona no Centro Tecnológico de Cultura Digital Nascedouro de Peixinhos (CTCD), em Olinda. Inaugurado no início deste mês, ele é fruto do trabalho desenvolvido, durante oito meses, por técnicos do Instituto de Tecnologia de Pernambuco (Itep). Além de atender à demanda de artistas e bandas do entorno, a sala de gravação estará aberta para todos que quiserem usufruir dos seus equipamentos.
De acordo com Selma Leite, coordenadora do CTCD, será aberto no início de dezembro edital de concorrência, com informações sobre as condições de uso do espaço. “Serão escolhidas oito bandas que terão direito a 30 horas de ensaio e 12 horas destinadas à gravação, com direito a um CD master, sem prensagem de cópias. A maioria das vagas é destinada a grupos de Peixinhos e região”, acrescenta.
Os músicos – de quaisquer bairro e classe social – que forem concorrer ao edital precisam propor alguma contrapartida social para a comunidade. Podem ser oferecidas, por exemplo, oficinas de instrumento, de áudio, fotografia, comunicação, uso de mídias digitais, entre outras atividades, com um mínimo de 40 horas-aula. Outro edital será aberto em fevereiro.
O Peixe Sonoro é um estúdio-escola e chega para atender, em parte, à necessidade de capacitação técnica na área do entretenimento em Pernambuco. O número de bandas, eventos, shows e festivais (com artistas locais, nacionais e estaduais) têm aumentado nos últimos anos e a tendência é de maior crescimento por conta do desenvolvimento econômico do Estado, da aproximação da realização da Copa do Mundo e da própria vocação criativa da região.
A formatação do Peixe Sonoro ocorreu sob a supervisão do músico e técnico gaúcho de som Iuri Freiberger. Segundo Iuri, seu principal foco foi montar um estúdio básico, inicialmente voltado para o ensino, mas com resultados sonoros de nível internacional. “Minha ênfase técnica é deixar o estúdio hábil pra quem passar por lá, tanto em aula quanto em gravação. Mas, podemos dizer que estamos em processo de construção. A ideia é situá-lo ao nível de estúdios profissionais, em termos de sonoridades e recursos”.
Com a experiência de quem vê e reconhece a riqueza sonora do Estado de outra perspectiva, Iuri diz acreditar que a captação, em estúdio, do potencial sonoro e artístico das bandas e artistas pernambucanos ainda não atingiu nível satisfatório de excelência. “Pra mim, o conteúdo que é gerado no Estado é um dos mais ricos do mundo, junto com o do Pará. Mas, às vezes, essa riqueza se perde pela falta de capacitação técnica”, aponta. “As regiões Norte e Nordeste (com exceção da Bahia) estão muito defasadas em relação ao Centro-Sul do País, em termos técnicos. A ideia do Estúdio Peixe Sonoro é justamente tentar diminuir essa diferença”, almeja.
Leia a matéria completa no Caderno C desta quinta (24).
Últimas notícias
Ranking do dia
Drama da seca se expande e já afeta municípios do Agreste pernambucano
Marcelinho se despede dos companheiros
Facebook eleva volume de ações à venda
Julgamento das contas de João da Costa é retirado de pauta do TCE
O nó da 4G no Brasil
Cruze Sport6 já começa a circular nas ruas de Pernambuco
Moura Dubeux investe em um projeto grandioso do Minha Casa, Minha Vida
Camburão arrasta mais de 100 mil foliões Especiais JC
Santa Cruz F.C - Bicampeão pernambucano 2011-2012
Viver mais e com saúde