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Um encontro promissor

Arto Lindsay vem produzir o segundo disco da Orquestra Contemporânea de Olinda

Banda já está ensaiada, com o repertório pronto e quer gravar tudo rápido. É o primeiro disco que ele produz em Pernambuco

Publicado em 09/01/2012, às 10h48

 / Arto Lindsay só conhece a Orquestra Contemporânea de Olinda pelo YouTube, mas topou a parada de produzir do disco

Arto Lindsay só conhece a Orquestra Contemporânea de Olinda pelo YouTube, mas topou a parada de produzir do disco

Do JC Online

A Orquestra Contemporânea de Olinda começa a gravar o segundo disco semana que vem, e será produzida pelo americano Arto Lindsay, que mesmo confessando não conhecer muito bem a sua música, aceitou o convite. “Ouvi o disco, vi coisas deles no YouTube, pessoas me falaram muito bem sobre o grupo, mas não posso dizer que conheço bem a banda. Mas eles estão bem ensaiados, com todo o repertório, e querem fazer tudo rápido. Foi legal o convite porque nunca fiz disco aí. Gravei uma vez no Fábrica uma faixa do meu disco Invoke”, diz Arto.

“A gente estava querendo trabalhar com um produtor. Nosso disco anterior foi produzido por a gente com Berna Ceppas. Quando pensamos em produtor, a escolha caiu em Arto, pela experiência, pelos grandes discos que ele produziu, pelo trabalho que fez com o Ilê Ayê, a microfonização dos tambores. Acho que vai ser bacana, vai agregar muito à banda”, comenta o percussionista Gilú, acrescentando que a banda fez questão de gravar no Recife. “A gente contribui assim para fortalecer o mercado local. No outro disco até a remasterização foi feita aqui. Porém, com a desvalorização do dólar, está saindo mais barato você mandar fazer em Abbey Road, por exemplo, onde, ainda por cima, tem técnicos com grande experiência”.

Arto Lindsay já trabalhou com a Nação Zumbi, foi o produtor do disco feito pelo grupo, em 2002, na Trama, e remixou uma das faixas do álbum CSNZ (Cidadão do mundo). E, por pouco, não assinou a produção de Da lama ao caos: “Nunca falei pessoalmente com Chico (Science), mas conversamos várias vezes por telefone. Ele queria que eu produzisse a banda, mas viajei, a Sony não me encontrou, não sei bem. Aí chamaram Liminha, que é um grande produtor”. A Orquestra Contemporânea de Olinda ainda tem a seu favor, o fato de Arto Lindsay conhecer a música pernambucana bem mais do que qualquer produtor de fora. Nos anos 60, ele viveu em Pernambuco, entre Garanhuns e o Recife (voltou para os EUA no começo dos anos 70), e foi personagem seminal da No Wave nova-iorquina, com o grupo DNA.

A Orquestra Contemporânea de Olinda foi saudada como uma das boas novidades da MPB, em sua estreia em palcos americanos, em abril de 2010, em Nova Iorque. A recepção que tiveram nos Estados Unidos foi surpreendente, ressalta Gilú, para um mercado tão fechado quanto o americano: “Eu particularmente tinha experiência com a Europa. Desde os anos 90, nenhum pernambucano tinha sido badalado por lá. Sei que no primeiro show, no Lincoln Center, deu tanta gente que, no final, fomos tocar na rua porque havia muita gente do lado de fora, querendo ver, mas que não conseguiu entrar”.

O próximo álbum da Orquestra Contemporânea de Olinda pode, como o primeiro, sair com selo da Som Livre. A gravadora global vacilou em não colocar o grupo em trilha de novela. A OCO tem um dos shows mais dançáveis da atual música brasileira, e sem apelar para baixaria, nem para o populismo de ocasião. “As músicas que vamos gravar continuam dentro do estilo da orquestra. São melodiosas, bem arranjadas e sempre dançantes e, claro, o pessoal está mais maduro, até porque faz tempo que lançamos disco. O primeiro a gente fez meio nas pressas, pra manter a banda junta. Logo depois, começaram as viagens, e não tivemos como entrar em estúdio”, continua Gilú.




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