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SHOW

Nana Caymmi na improvável turnê de despedida

Turnê chega hoje ao Teatro da UFPE

Publicado em 07/07/2012, às 06h00

Do JC Online

 / Foto: Reprodução da internet

Foto: Reprodução da internet

“Não sei se vou mesmo deixar os palcos. Acho que sou vou parar a tiro”, exacerba-se Nana Caymmi ao comentar sobre sua, suposta, turnê de despedida que chega ao Recife, com uma apresentação única no Teatro da UFPE, hoje, às 21h. A cantora, como a maioria dos seus contemporâneos, entrou na casa dos 70 anos e anunciou a aposentadoria, que tem menos a ver com a idade, e mais a perda dos pais, em 2008, e com a música brasileira atual, da qual ela livra a cara de muito pouca gente.

Uma das vozes mais elogiadas do País, Nana Caymmi é dona de uma caudalosa discografia e apenas um Disco de Ouro: “A música de hoje é feita pra dançar e não tenho mais idade pra rebolar. Eu sou uma cantora que canta. A música brasileira não está boa. Não sei o pessoal relaxou, se perdeu a criatividade. Não me importo, os compositores que se lixem, eu é que não tenho mais paciência para a música popular brasileira”, comenta Nana, em conversa por telefone, do Rio onde nasceu e mora, dividindo-se entre a cidade natal e Pequiri, em Minas Gerais, onde nasceu sua mãe, e onde viveram os últimos anos Dorival Caymmi e Stela Maris: “Eu vivo lá e cá. Não posso deixar o Rio, fiz minha vida toda aqui, onde estão desde médico a meu banco. Mas fico bastante em Pequeri (MG), que não é muito distante. Já me acostumei com a horta, tenho muito carinho pelo lugar. Lá estão coisa dos meus pais, seus livros”.

A família Caymmi já começou a se preparar para o centenário de Dorival Caymmi (nascido em 30 de abril de 1914) que deve ser bastante celebrado, com os inevitáveis tributos dos mais diversos artistas: “Não tô nem aí sobre quem vai cantar a obra de papai. Como filhos, saímos na frente. A nossa intenção é a de que não cantem errado. A gente deixou um legado em disco. Na verdade a música de papai e a da nossa infância. Crescemos ouvindo essas músicas em casa. Aliás, papai tinha uma ligação muito forte com pernambucanos, Fernando Lobo, Antônio Maria, que eu chamava de tio Maria”, continua Nana Caymmi, lembrando que Dora, a “rainha do frevo e maracatu”, foi composta por Dorival Caymmi no Recife.

No repertório do show que vem fazendo pelas principais cidade do País, Nana Caymmi só canta as músicas que são sua praia, e aí de repente pode entrar muito Dolores Duran, independente de datas redondas: “Estou cantando uma espécie de revival da minha carreira, e aí pode muito bem entrar um Haroldo Barbosa e Luis Reis, um Dolores Duran, que está sempre fazendo aniversário no meu coração”.

No repertório, a não promete surpresas, é o seu trivial variado classe A, com Dorival Caymmi comandando o set-list, que pode se estender até Roberto Carlos, não esquece Dolores Duran, e tem um momento dois pra lá, dois pra cá, com boleros que a fazem lembrar do tempo em que viveu na Venezuela e, claro, os obrigatórios Noel Rosa, Tom e Vinicius. Do que reclama é do roteiro que vem cumprindo: “Puta sacanagem, faço Recife, e depois Florianópolis, e dias depois volto para Natal”, reclama.

Serviços

SHOW COM NANA CAYMMI
Teatro do Centro de Convenções da UFPE
Hoje (07/07), às 21h
Ingressos: R$ 140 e R$ 70 (plateia), R$ 100 e R$ 50 (balcão)
Informações: 3207-5757

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Comentários

Por Ana,07/07/2012

Fiquei surpresa e decepcionada com essa e diversas matérias do JC hoje. Nesta, várias falhas na pontuação tornaram o texto ruim de ler, fora o fato de que as perguntas guardavam tão pouca relação com o universo da cantora que para quem gosta dela e a conhece soou sem sentido e superficial. Não deu tempo de pesquisar sobre a entrevistada? Nas demais matérias de hoje, inúmeros erros de pontuação, continuidade, trechos inteiros repetidos, como na matéria sobre os cursos da prefeitura, e até palavras com um s grafadas com ss. Fora coisas como o suplemento Galera com um suposto especial sobre Disney que apenas propagandeia um produto de uma agência e sugere percentuais de gastos sem qualquer embasamento maior. A parte sobre a participação das crianças que "rendeu"apenas frases curtas isoladíssimas sobre sustentabilidade foi um impressionante uso de uma página inteira e desperdício da participação das crianças. O que está acontecendo com os jornalistas? Excesso de trabalho para pouco tempo, distração? Há anos não comprava o JC e fiquei surpresa.

Por voleide,07/07/2012

Nana, nao deixa seu publico.. Estamos carente de musicas poeticas

Por volede,07/07/2012

Nana e minha ente cantora predileta, nao deixa agente nao nana.

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