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Música Clássica

André Rieu, o fenômeno da música clássica

Ele já vendeu cerca de 35 milhões de CDs e DVDs

Publicado em 22/07/2012, às 07h16

AD Luna

 

São Paulo -  O violinista e regente holandês André Rieu é um fenômeno da música clássica, mais especificamente, valsas. Ele já vendeu cerca de 35 milhões de CDs e DVDs em todo o mundo e faz sucesso em mais de 30 países, onde vem se apresentando com a sua Orquestra Johann Strauss, formada em 1987, em homenagem ao seu compositor favorito. No Brasil, suas apresentações ficaram conhecidas pelas transmissões realizadas pelo canal de TV Rede Vida. O índice de sua popularidade pôde ser conferida na sua primeira temporda pelo Brasil, encerrada há uma semana. Foram 24 apresentações do chamado “pop star da música clássica”, levando cerca de 8 mil pessoas por noite ao Ginásio do Ibirapuera, na capital paulista. O sucesso foi tão grande que ele já tem data para voltar ao Brasil: fará mais seis apresentações entre os dias de 11 e 16 de setembro.

Extremamente simpático e comunicativo, Rieu faz de tudo para entreter o seu público apaixonado, com o qual conversa o tempo inteiro durante a apresentação do espetáculo, que tem 26 músicas. Seu discurso é intercalado por palavras em inglês e português. Elogios ao Brasil e a São Paulo são frequentes. As brincadeiras são frequentes entre Rieu e seus músicos. E todos parecem se divertir bastante. Aliás, bom humor é uma das exigências que o holandês faz àqueles que se inscrevem para fazer parte da sua orquestra.

Dos figurinos dos artistas, passando pela execução das músicas, qualidade da imagem transmitida nos dois telões, até a impressionante clareza do som montado no Ibirapuera, tudo é feito com bastante cuidado e detalhismo. Cerca de cinco minutos antes do início do concerto, marcado para as 21h, André Rieu e sua orquestra composta por 60 músicos já se posicionam numa entrada oposta à direção do palco. A plateia delira! “Essa noite vamos aquecer seus corações com lindas melodias e, naturalmente, valsas!”, diz o músico.

Gritos de “Que lindo!” e “Bravo!” são ouvidos em diversas partes do ginásio lotado. Em sua grande maioria, o público é formado por adultos, muitos deles idosos e com alto poder aquisitivo. Em várias ocasiões, parte do público se levanta para aplaudir a performance que vai do clássico erudito ao popular.

A soprano brasileira Carmen Monarcha é uma das mais festejadas pelo público, que, ao final do concerto, fica esperando a oportunidade de tirar fotos com os instrumentistas, uma cena bem comum em shows de música pop e rock. "“Ninguém toca valsa como ele. É um presente pra mim e para o público. Rieu é todo dia igual, sempre nos pondo pra cima”, conta Monarcha. Indagada sobre a diferença entre o público brasileiro e o de outros países, a moça responde: “Sangue nas veias! Feijão no bucho, né? A gente faz mais barulho e tem mais carinho!"”, diz Carmen, que trabalha com a orquestra há 10 anos.

Leia mais no Caderno C deste domingo (22).

O repórter viajou a convite da produção do evento.

 

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