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METAL

Inner Demons Rise faz crítica visceral à religião em seu novo álbum

Banda de death metal pernambucana amadurece em 'In The Name Of The Father, Of The Son, And Violence'

Publicado em 04/09/2016, às 08h47

Formada em 2008, banda lança seu segundo álbum / Foto: Divulgação
Formada em 2008, banda lança seu segundo álbum
Foto: Divulgação
GGabriel Albuquerque

A Inner Demons Rise é um dos destaques recentes do heavy metal em Pernambuco. Apesar de já ser conhecida há anos na cena underground do Estado e mesmo do Nordeste (foi criada em 2008), a banda passou por uma reformulação, amadureceu, ganhou peso e lançou um álbum matador: In The Name Of The Father, Of The Son, And Violence (disponível para download no site da banda). 

Em meio à agressividade dos gulturais do vocalista Alcides Burn, Drachenorden (2009), primeiro disco da banda, prezava uma abordagem melódica com letras fantasiosas inspiradas no Drácula de Bram Stoker. Sete anos depois, a Inner Demons retorna com um álbum sobre violência e um death metal ensurdecedor.

“A banda deu um tempo nas atividades e voltamos com um novo guitarrista, Alejandro. Ele tocou na Decomposed God e chegou com essa pegada death metal, cheio de riffs”, conta Alcides Burn. 

“O disco é uma crítica à guerra religiosa e às coisas ruins que acontecem como consequência dela”, diz o vocalista, explicando o título do novo trabalho. “O álbum não conta uma história, como o primeiro, que é baseado na história do Drácula. Ele fala sobre algo que envolve questões religiosas e sobre o que acontece de mau no mundo”, afirma. 

Em I See Evil, uma das faixas mais fortes do álbum, a banda remete ao episódio conhecido como o julgamento das bruxas de Salém. Durante a colonização, no século 17, o vilarejo de Salém, foi tomado por uma onda de intolerância e fanatismo religioso que levou a condenação – ou seja, morte na forca – de 19 pessoas, em sua maioria mulheres.

A velocidade e violência de faixas como Black Future, Beneath The Suffering e Dogs Of God levam o corpo ao limite, o extremo funciona como uma forma de redenção e liberação, seguindo os passos de Cannibal Corpse, Cannibal Corpse e outros mestres do gênero. Ou, como o próprio nome da banda aponta e uma faixa do álbum diz: uma liberação de seus demônios internos.

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