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Alemã que canta Safadão é convidada de show do cantor

Depois de viralizar na internet cantando música de Wesley Safadão, Esther Essie vem da Alemanha para show no Carnaval

Publicado em 23/02/2017, às 19h55

Esther Essie: a alemã que curou dor de amor ouvindo Safadão / Fernando da Hora / JC IMAGEM
Esther Essie: a alemã que curou dor de amor ouvindo Safadão
Fernando da Hora / JC IMAGEM
JC Online

Nas três vezes em que esteve no Recife pelo qual se apaixonou, ela sequer ouvira falar do cantor. Foi na Alemanha que Safadão a capturou. Quando dividia, em sua cidade natal, apartamento com uma garota recifense, Esther Eissing, 24 anos, estudante de Direito, descobriu em Wesley Safadão um caminho sem retorno. Além de um remédio dançante para os males do amor.

“Minha amiga tinha se apaixonado por um rapaz que não presta”, ela diz, com seu português aprendido com os amigos e trabalhos voluntários na capital pernambucana. “Ela escutava muito Safadão para esquecer ele. Depois, eu também me envolvi com uma rapaz que não presta e comecei a ouvir muito Safadão pra me curar”, diz, entre risos, a convidada especial de Wesley Oliveira da Silva, 29 anos, um dos cinco maiores cachês do show biz brasileiro, no Carnaval de Pernambuco. “A música dele é divertida e romântica”.

Há quatro meses, quando resolveu comprar a passagem para passar o Carnaval no Recife, Esther teve uma euforia a mais. Vivendo de doses sonoras e diárias de Safadão para retomar o fôlego, descobriu que haveria um show dele no período. Euforia transformada em frustração: “Quando procurei, descobri que os ingressos já estavam esgotados”.

Com determinação no peito e um celular na mão, Esther foi à luta. “Eu quase morria de tanta saudade do Recife, quando resolvi fazer o vídeo”, diz ela, sobre a gravação caseira que fez da canção Aquele 1%, uma das recentes coqueluches do Youtube. Com quase 1,5 milhão de visualizações, a alemã que canta Safadão viralizou. E chamou a atenção de quem queria.

Quando soube que a alemã estaria na cidade para o Carnaval, a produção do cantor e do evento entrou em contato com ela e a convidou oficialmente para o show de Safadão num camarote privado de Olinda no domingo de Carnaval. “Na Europa, não teria a mesma graça. Lá, ninguém conhece ele. Poder ver Safadão no Recife, a cidade que eu amo, é um sonho realizado”, diz a loira, pele alvíssima, alva o bastante para ser logo percebida como forasteira na Rua Imperial, do ladinho da sede do Galo da Madrugada, onde está hospedada. 

“Uma vez, aqui no metrô, perguntaram de onde ela era”, diz a agente de viagens Cintia Neves, amiga e anfitriã da alemã. “Virou uma conversa coletiva no vagão, e ela respondeu: ‘Sou do Coque’”, ri a amiga que, desde que a hospedou pela primeira vez, virou referência e membro da família extra-oficial da estrangeira no Recife. “Ela é uma típica moradora do centro do Recife quando está aqui. Faz até as compras no Mercado de São José”, diz a amiga.

SOU DO COQUE

Esther não mente quando diz que é do Coque. “Aos seis anos, eu cantava num coral para arrecadar dinheiro e donativos para serem enviados aos carentes do Brasil”, ela lembra. “Cresci com a certeza de que queria conhecer o país”. Aos 19, um padre a encaminhou para uma temporada de trabalhos voluntários na organização social Pequenos Profetas. “Eu dava aula de box, de artes...”. Depois, ela voltou para um estágio numa organização ligada a direitos humanos. “E na terceira vez, eu vim apenas passear”, diz ela, dona de dois carnavais pernambucanos no currículo. “Este vai ser meu terceiro”. 

Com o Galo na porta de casa, ela passa o sábado no bairro de São José. Segunda e terça, se manda para as ladeiras de Olinda. “Mas meu domingo é de Safadão”, diz ela, tão apaixonada por Wesley como pelo Recife. “Na Alemanha, tudo é muito organizado. Aqui tem pobreza, não tem estrutura. Mas a alegria do povo do Recife é a melhor coisa do mundo”. 

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