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Revelação no The Voice Brasil, Bella Schneider quer ser muito mais

Projetada para o estrelato através do reality show, pernambucana encontra produtor para ajudá-la a focar no topo

Publicado em 21/04/2017, às 05h00

Bella Schneider faz shows desde os 17 anos. / Foto: Diego Nigro/JC Imagem
Bella Schneider faz shows desde os 17 anos.
Foto: Diego Nigro/JC Imagem
Robson Gomes

Aos 24 anos, a recifense Bella Schneider busca, mais do que nunca, o seu final feliz. A jovem, que ficou conhecida no país inteiro por sua passagem na quarta temporada do The Voice Brasil, em 2015, conseguiu despertar os olhares do megaprodutor Rick Bonadio – responsável por revelar e produzir artistas como Mamonas Assassinas, Charlie Brown Jr e NX Zero – para mostrar sua vibe pop-rock agora em larga escala.

Filha de mãe brasileira e pai alemão, Bella é a primeira da família que se aventura na música. Começou a ter aulas ainda quando criança, e aos 17, já fazia shows. Alternando a vida entre Recife e Alemanha, passou a ter uma banda em cada um de seus lares.

De gosto eclético, as preferências musicais de Bella vão desde a banda norte-americana Grace Potter and the Nocturnals, passando por Eric Clapton, Amy Winehouse, Nação Zumbi e até Ivete Sangalo. Mas é no pop-rock com influências de eletrônico e R&B que ela gosta de definir o som que faz.

“É muita persistência e insistência mesmo. Eu sempre senti e decidi que eu queria isso: um pop-rock misturado com blues, com eletrônica, numa sonoridade bem minha”, ressalta Bella, que enxerga em seu estilo um desafio para a carreira. “Hoje em dia, o pop-rock não é mais tão comum no mercado, pois é praticamente dominado pelo sertanejo. Eu também gosto, tenho amigos no gênero, mas não é o caminho que eu quis seguir”, esclarece.



A consequência de sua aparição no The Voice a levou até o produtor Rick Bonadio, que decidiu apostar na pernambucana. O início da história veio há algumas semanas, com o lançamento do single Final Feliz, feito sob medida para a personalidade musical de Bella. “Essa canção tem uma mensagem muito forte. É um grito de empoderamento para as mulheres deixarem o que as prendem para trás e pensarem no seu final feliz, acreditando em si mesmas”, afirma.

A necessidade do grito que Bella reforça nesta música vem depois que ela passou por problemas pessoais que ganharam grande repercussão. Em 2016, a jovem foi perseguida e gravemente ameaçada nas redes sociais. Mas ela garante que isso passou e, após superar o trauma até virou música, ainda inacabada.

Com essa retomada de Bella ao que sempre amou fazer, ela agora anseia em ocupar uma lacuna no gênero pop-rock atual: “Com minha determinação e o vácuo que está no mercado para esse estilo, existe uma possibilidade, e é nela que eu estou correndo atrás”, conclui.

Confira uma entrevista com Bella Schneider na TV JC:


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