Jornal do Commercio
Luto

Morre Gira, ex-percussionista da Nação Zumbi

Brigado com os companheiros de banda, ele teve uma parada cardíaca

Publicado em 14/06/2017, às 15h48

Gira participou dos discos mais clássicos do começo da banda, como  Afrociberdelia / Reprodução
Gira participou dos discos mais clássicos do começo da banda, como Afrociberdelia
Reprodução
JC Online

Morreu nesta quarta-feira (14) o ex-percussionista Gira, da Banda Nação Zumbi. Segundo informações iniciais, ele estava internado no Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico (HCTP), em Itamaracá, depois de um surto psciótico. Teve uma parada cardíaca e, em seguida, complicações no pulmão.

José Givanildo Viana dos Santos, mais conhecido por todos como Gira, foi responsável desde o início do grupo por um dos três tambores da Nação (com Gilmar Bolla 8). Gira participou do álbum de estreia da NZ, o antológico Da lama ao caos, formando o trio de batuqueiros com Bolla 8 e Jorge du Peixe.



Gira saiu da banda em 2000, três anos após a morte de Chico – fato que ele avaliava como o maior divisor de águas do grupo.

HUMILDE

Com a Nação, ele gravou, além de Da lama ao caos (1994), Afrociberdelia (1996) e CSZN (1998). Mas apesar da longa parceria e dos anos de estrada com a banda, a saída não foi muito suave. Tampouco ele mantinha relações com os integrantes. “Gilmar é o único que ainda vem falar comigo”, contou ele, em sua última entrevista ao JC.

De origem humilde, Gira brigava com os outros membros da banda pelos direitos autorais das músicas.

Foi Bolla 8 quem, através de uma rede social, primeiro divulgou a notícia:

"Boa tarde, terráqueos! Acabo de saber que Gira um dos fundadores da Nação Zumbi acaba de falecer. Eternas saudades!”, postou. A Nação Zumbi também postou, em sua página oficial, “Descanse em paz Gira”.

“Gira, tambor mor, marcou uma época com suas performances esmagadoras. Descanse em paz”, postou o guitarrista Lúcio Maia.

Em breve, teremos mais informações sobre a morte do músico.


Palavras-chave

Recomendados para você


Comentários

Por Claudio Bastos,14/06/2017

ele também gravou o Radio Samba, onde todos os músicos assinaram seus nomes com outra alcunha.



Comentar


Nome E-mail
Comentário
digite o código
Desejo ser notificado de comentários de outros internautas sobre este tópico.

OFERTAS

Especiais JC

Marcas do medo Marcas do medo
Mais do que um saldo de 4,1 mil mortos até setembro de 2017, a violência em PE deixou uma população inteira refém do medo. Sentimento sem cara ou forma, que faz um número cada vez maior de vítimas no Estado. Medo de sair de casa, de andar nas ruas
Great Place to Work 2017 Great Place to Work 2017
Conheça agora as 30 melhores empresas para trabalhar em Pernambuco, resultado de uma pesquisa feita pela Grat Place to Work, instituição com credibilidade de 25 anos, em 57 países, envolvendo anualmente sete mil empresas e 12 milhões de colaboradores
#ACulpaNãoÉDelas #ACulpaNãoÉDelas
Histórias de mulheres que passaram anos sendo agredidas por seus parceiros e, com medo, permaneceram em silêncio. Essa série de reportagem discute novos olhares no enfrentamento às agressões contra a mulher, até porque a culpa não é delas

    LOCALIZAÇÃO

  • Rua da Fundição, 257 Santo Amaro, Recife - PE
    CEP: 50040-100
  • assinejc.com.br
  • (81) 3413-6100

    SIGA-NOS

Jornal do Commercio 2017 © Todos os direitos reservados

EXPEDIENTE

Sistema Jornal do Commercio Grupo JCPM