Jornal do Commercio
São João 2017

Gennaro Não Aceitou Diminuir Cachê para Tocar no São João

Mesmo sem Ser Contratado, Ele Estava na Programação da Prefeitura

Publicado em 27/06/2017, às 12h11

Gennaro, sem tocar no São João / foto: JC Imagem/Ricardo Labastier
Gennaro, sem tocar no São João
foto: JC Imagem/Ricardo Labastier
JOSÉ TELES

Quem foi ao Sítio da Trindade, domingo, esperando uma apresentação do sanfoneiro Gennaro, saiu frustrado.
Embora anunciado nos boletins da assessoria da Fundação de Cultura do Recife, Gennaro saiu da
programação. Alagoano, criado no Rio de janeiro, o músico tem 45 anos de carreira e teve participação ativa
no forró que se fez a partir dos anos 70. Tocou com todos os grandes nomes do gênero: Luiz Gonzaga,
Marinês, Ary Lobo. Em 1982, entrou no Trio Nordestino, no lugar deixado por Lindú, falecido naquele ano.
Foram onze anos de trio, do qual saiu no início dos anos 90. Desde então mora no Recife. Atualmente ele
divide o trabalho solo, com a participação no grupo Cantoria Agreste, com Marcelo Melo (Quinteto
Violado), Sergio Andrade (Banda de Pau e Corda), e João Neto (guitarrista que tocou doze anos com
Dominguinhos).
Com todo este currículo, Gennaro foi contratado para dois shows, um deles pela Fundarpe, em Tacaratu.
"Todo ano sou contratado pela prefeitura, que desta vez jogou a gente pra Empetur, em cima da hora,
faltando três dias. Isto foi numa sexta-feira e o show já era num domingo. Quando chego na Empetur,
botaram mil dificuldades na documentação", conta Gennaro. Ele diz que há quase 15 anos tem cobrado o
mesmo cachê para tocar no período junino: "É um valor pequeno, mas na Empetur queriam que baixasse.
Seria contratado como pessoa física, e por 37% do que cobrava".
Gennaro diz que seu show tem sete pessoas no palco, fora técnicos, com o que iria receber se tornou
inviável: "Se eu fosse pagar todo mundo, nem sei o que iria me sobrar. Resolvi não aceitar, porque a nota iria
me prejudicar no futuro. Quando fossem olhar no sistema para uma contratação no futuro. Uma coisa que me
deixa triste é que para o pessoal daqui está cada vez pior. Pra mim o São João parou no dia 23, toquei em
Tacaratu".



EMPETUR

Segundo a Empetur, entre os requisitos está a comprovação de cinco notas fiscais de shows realizados pelo
artista. O valor do cachê é acertado automaticamente de acordo com a menor nota fiscal apresentada pelo
artista. No caso específico do sanfoneiro Genaro, não houve a comprovação necessária do cachê desejado
pelo artista para a realização do show no último domingo (25), no polo do Sítio da Trindade, no Recife.


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