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Fred Zeroquatro apresenta novo projeto solo neste sábado

Mangueboy leva ao Iraq seu projeto acústico Sonofabit

Publicado em 12/08/2017, às 13h25

Zeroquatro faz show com o violão como companheiro, mas sonha em se apresentar ao piano / Foto: Reprodução/ Facebook
Zeroquatro faz show com o violão como companheiro, mas sonha em se apresentar ao piano
Foto: Reprodução/ Facebook
Marcelo Pereira

Como um Jorge Ben sem o Jor no início da carreira, o mangueboy Fred Zeroquatro pluga o violão na caixa de som do Iraq hoje, 22h, para uma apresentação solo do projeto Sonofabit, com pérolas acústicas da Mundo Livre S/A, algumas inéditas do novo disco e umas poucas versões. “Eu chamaria este show de indie rock acústico, com doses de psicodelia e MPB”, comenta o músico. A noite tem discotecagem dos DJs Renato L e Salvador, do projeto 2 na Pista.

O set list vai agradar aos fãs mais antigos da banda. Tem A Bola do Jogo e Samba Esquema Noise, por exemplo, com novos arranjos claro. Do próximo álbum, ele deve mostrar Infiltrados na Praia e Frevolution. E tem outras inéditas com uma pegada mais intimista, como a valsa Procedimento Operacional Padrão (POP) e a balda Wake up Ray. Uma cover garantida é Alucinação de Belchior. Vai ser uma homenagem ao grande músico cearense falecido este ano. “É uma coincidência, pois eu toco essa música há muito tempo”.

Instrumentista

O violão sempre foi um grande companheiro de Zeroquatro, principalmente na hora de compor, mas não foi o seu primeiro instrumento. “Pouca gente sabe, mas meu primeiro instrumento, ainda na infância, foi o piano, lá em Jaboatão”, conta. “Minha mãe contratou uma professora, uma senhora bem ortodoxa que atendia os filhos dos sócios do Lions Club de Jaboatão. Meu pai chegou a ser presidente do Lions. E meu avô, depois de assistir meu primeiro ‘concerto’, acabou comprando um piano de parede. Nessa época eu lia um pouco de partitura, mas a tal professora me fez desanimar com sua rigidez absurda e acabei desistindo do instrumento. O que eu curtia era Jovem Guarda...” revela. “O violão eu só me interessei bem depois, quando nos mudamos para Piedade e meu pai comprou o Tábua de Esmeraldas, do Jorge Ben.”



Algumas das novas composições são feitas agora ao piano. Ele até pensou em tocar o instrumento no show no Iraq. “Não consegui locar um bom piano elétrico ainda, não dá para tocar em teclado comum. E obviamente tampouco dá pra levar o piano acústico para lá”, comenta. “(O jornalista e DJ) Renato L chamou meu estilo no piano de ‘industrial”, diz, rindo. Fred confessa que tem um desejo: “Estou louco para estrear nos palcos, quem sabe no Dona Lindu, Santa Isabel ou Conservatório da vida, qualquer lugar com piano de verdade...”. Se por um lado ele não conseguiu o piano, de outro vai deixar em casa o cavaquinho.

O show do Sonofabit serve para Fred Zeroquatro relaxar também um pouco do processo de preparação do novo disco da Mundo Livre S/A, previsto para o primeiro semestre do ano que vem. Com o irmão Tony (bateria), Leo D (teclado), Pedro Diniz (baixo) e Pedro Santana (percussão), ele já vem ensaiando o repertório. “Estamos em plena pré-produção, correndo para tentar entrar em estúdio nesse verão. Essa semana inteira estamos juntos arranjando as músicas, no Skill, na Madalena. Já tem quatro quase prontas, mas todas podem ser retrabalhadas ainda, é um processo em vários estágios até a mixagem”, adianta. Segundo Zeroquatro, Pedro é produtor também. “Ele assinou o último disco de Di Mello. Muito fera... Outros músicos poderão ser convidados, como sempre.” A produção vai ser “como sempre” independente. “Da última vez deu sorte, ganhamos o 23º Prêmio da Música Brasileira com o Novas Lendas da Etnia Toshi Babaa...”


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