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Entrevista: Capital Inicial comemora longevidade da banda no Recife

Grupo liderado por Dinho Ouro Preto se apresenta nesta sexta-feira (6) junto com o Barão Vermelho

Publicado em 06/10/2017, às 05h05

Capital Inicial celebra mais de três décadas de banda no Recife. / Foto: Rafael Kent/Divulgação
Capital Inicial celebra mais de três décadas de banda no Recife.
Foto: Rafael Kent/Divulgação
Robson Gomes

A banda Capital Inicial chega ao Recife nesta sexta-feira (6), junto com o Barão Vermelho no Itaipava Catorze, para cumprir a etapa final de sua turnê Acústico NYC. “Estamos fazendo os últimos 20 shows, que terminam em dezembro. Tocamos no Brasil inteiro e foi o projeto mais pesado nosso. A gente nem conseguiu fazer o Nordeste antes devido à nossa estrutura, que tem mais músicos convidados, mais técnicos. É bastante diferente de tudo que a gente fez”, conta o vocalista Dinho Ouro Preto, por telefone, com exclusividade para o Jornal do Commercio.

O projeto, que é o mais recente CD e DVD da banda, contempla os sucessos dos últimos 15 anos da banda que vieram depois do emblemático Acústico MTV, lançado no ano 2000. Mas Dinho entrega um segredo do show que chega ao Recife. “Como estamos encerrando essa tour, resolvemos misturar o repertório dos dois acústicos. Ou seja, tem música de 1982 até hoje!”, revela.

Atravessando gerações com mais de três décadas de carreira, o vocalista do Capital ainda se surpreende com o sucesso alcançado. “Eu me espanto com a longevidade do Capital. Acho incrível falar com os jovens, sem deixar os antigos fãs. Nossa carreira foi uma sucessão de surpresas. Nunca pensei que fosse passar do primeiro disco! E eu atribuo grande parte à sorte. Tantas pessoas talentosas ficaram no caminho, mas o Capital fez uma carreira abençoada, e eu nem sou religioso!”, comentou ele, aos risos.



Para Dinho, o Capital Inicial mantém um público cativo devido à intensa atividade da banda brasiliense. “O Capital nunca tentou se pautou pela nostalgia, pelo saudosismo. Sempre olhamos para o futuro, muitas vezes, de forma compulsiva. Estamos sempre mostrando músicas novas, evitando a naftalina”, afirmou.

Prometendo músicas como Ressurreição, O Cristo Redentor, Eu Nunca Disse Adeus, À Sua Maneira e Respirar Você hoje à noite, Dinho Ouro Preto fica feliz em ter feito a diferença no rock brasileiro. “Acredito que contribuímos para que o rock fosse parte da MPB. Hoje somos parte, de fato, da cultura brasileira. Acho que esse foi o legado do Capital Inicial para as próximas gerações”, finalizou.

SERVIÇO

Barão Vermelho e Capital Inicial – Nesta sexta-feira (6), às 22h, no Itaipava Catorze, Recife Antigo. Ingressos: R$ 160 (open bar), à venda na Chilli Beans, sites Bilheteria Digital e NE10 Ingressos. Informações: (81) 3129-8468.


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