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Camila Cabello mostra talento e confiança em primeiro disco solo

Intitulado 'Camila', álbum é capitaneado pelo sucesso 'Havana', mas vai além dele

Publicado em 13/01/2018, às 21h13

Camila Cabello desponta como uma das grandes promessas do pop / Reprodução
Camila Cabello desponta como uma das grandes promessas do pop
Reprodução
Márcio Bastos

A expectativa em torno da carreira de Camila Cabello não era pequena. Após deixar o grupo Fifth Harmony em dezembro de 2016 para criar música que representasse “parte do seu coração”, ela deixou os fãs de pop intrigados. Quando, poucos meses depois, ela divulgou Crying In The Club, faixa requentada de Sia, a sensação é de que o que ela tinha para oferecer era mais um enlatado sem ao menos um tempero especial. Tudo mudou com o lançamento de Havana. A faixa, que nem era a aposta oficial da gravadora, se tornou um fenômeno espontâneo (e mundial). Enfim, ela parecia ter encontrado sua voz e suas idiossincrasias (ainda bem), que permeiam todo o Camila, seu primeiro disco, lançado sexta-feira (12).

Cubana, Camila Cabello se mudou ainda criança para o México, país de origem de seu pai, fixando, aos seis anos, residência nos Estados Unidos. Aos 15 anos, tentou uma vaga no programa de talentos The X Factor, sendo eliminada na segunda etapa para, logo em seguida, retornar como parte de um quinteto formado pela produção do programa, composto ainda por Ally Brooke, Normani Kordei, Lauren Jauregui e Dinah Jane. Nomeado de Fifth Harmony, o grupo atingiu sucesso nas paradas com hits como Worth It e Work From Home.

Assim como várias outras bandas montadas por produtores no passado – Spice Girls, ‘N Sync, The Pussycat Dolls para citar algumas – logo passou-se a questionar o prazo de validade até que uma das integrantes fosse em busca de seu lugar ao sol. A aposta óbvia era Camila, cuja voz mais nasalada e carisma acentuado fizeram dela, desde o início, a líder não declarada do quinteto. Ainda que esperada, a saída dela não foi amigável: as ex-companheiras acusaram-na de negligência com a banda, enquanto Cabello afirma ter informado durante meses sobre seu desejo de perseguir a carreira solo.

O “climão” atingiu o ápice durante a apresentação do agora quarteto no VMA, premiação da MTV, em agosto do ano passado. No início da performance, uma dançarina que emulava Camila é atirada do palco. Mesmo com o recado direto mandado pelas ex-amigas, Cabello preferiu manter a diplomacia e evitou falar das ex-companheiras, focando em seu novo momento. Deu certo: enquanto o álbum do Fifth Harmony estancou nas paradas, Camila vem acumulando recordes: em menos de 24 horas, seu disco já se tornou o álbum de estreia a atingir o maior número de primeiros lugares no iTunes mundial: 90 países ao todo.



SANGUE LATINO

O sucesso de Havana fez com que todo o disco de Camila fosse repensado. Isso porque a canção foi uma aposta da cantora e contrariava a vontade da gravadora, que achava que a faixa não emplacaria. Com o aval do público – a canção atingiu o 2º lugar na parada americana e já acumula quase 1 bilhão de execuções nos serviços de streaming – Cabello ganhou mais autonomia e voltou ao estúdio. Ela assina todas as composições do trabalho.

Canções previamente lançadas, como Crying In The Club, OMG e I Have Question, foram descartadas. O resultado é um álbum consistente que estabelece sua criadora como uma força no concorrido cenário do pop. O trabalho não tenta replicar a mágica de Havana, apesar de abraçar as raízes latinas da intérprete. Exemplo disso são as solares She Loves Control, um reggaeton com potencial de se tornar hit, e Inside Out.

Em termos de composição, Camila mostra que é afeita à baladas – da excitação dos primeiros encontros, quando tudo parece idílico e o futuro promissor, ao coração partido. Em Never Be The Same ela canta sobre a dependência emocional e física do objeto de desejo – que ela compara ao vício em drogas ilícitas – cantando entre o êxtase e o desespero. Em After All These Years, construída em cima de acordes de guitarra, ela passa o recibo de que, mesmo após anos, ver o boy ainda a faz perder o chão.

A balada Consequences evidencia o talento de intérprete de Camila com um quê melodramático. “Amar você era jovial, selvagem e livre (..)/ Mas amar você tinha consequências”, diz, com um delicioso tom melodramático típico dos 20 anos de sua criadora, que se acentua em Something’s Gotta Give. Em Real Friends, ainda que não cite diretamente suas ex-companheiras, a cantora fala sobre o desejo de encontrar pessoas em quem possa confiar, tanto para falar besteira quanto para contar nos momentos mais pesados.


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