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Xico Bizerra estende horizontes do projeto Forroboxote

Disco é homenagem aos poetas e celebração à poesia

Publicado em 13/06/2018, às 11h22

Xico Bizerra e os poetas / Foto: Divlgação
Xico Bizerra e os poetas
Foto: Divlgação
JOSÉ TELES

“Meu 12° CD privilegia a palavra e o poeta. Cada uma das 13 faixas é homenagem a um poeta, de Manoel Bandeira a João Cabral de Melo Neto, de Carlos Pena Filho a Mário Quintana, de Gullar a Manoel de Barros. Sem esquecer os poetas musicais Gonzaguinha, Chico Buarque e Belchior. No conjunto, o disco é dedicado a dois poetas que, na verdade, nunca escreveram um verso formal, mas fizeram poesia, e tudo de bom que nela se contém, a vida toda: Dominguinhos e Dom Hélder”, diz o poeta e compositor Xico Bizerra, sobre Chama Infinita, mais um disco do projeto Forroboxote. O lançamento é hoje, às 19h, na Passa Disco (Rua da Hora, 345, Espinheiro).

PARCEIROS

Chama Infinita tem 13 faixas, mas só a que abre o disco é assinada apenas por Xico Bizerra. As demais foram compostas com parceiros, entre outros: André Macambira, Lucas Crasto, Maria da Paz, Claudio Almeida e Zé da Flauta. Um projeto de amigos, pois os intérpretes também são da “turma” do compositor: Geraldo Maia, Irah Caldeira, Claudia Beija, Tonfil, Santanna, o Cantador e Maciel Melo. O disco foi produzido por Xico Bizerra, com direção musical de Luizinho da Serra, mixado por Delbert Lins.



Como em quase todos os álbuns do projeto Forroboxote, Chama Infinita tem disco físico com embalagem caprichada (os designers foram Paulo Rocha e Humberto Araujo). Bizerra faz questão de ressaltar que desde 1999 toca o projeto sem dinheiro público. Reinveste o que ganha com os discos no disco seguinte: “Ao terminar o ano eu tenho contabilizado tudo o que a música me deu do ponto de vista financeiro, como direitos autorais, recursos de venda de música para gravações, venda de discos anteriores. Com o somatório desses recursos eu faço o disco, sem precisar investir mais nada além disso. Devolvo à música o que a música me dá, de recursos e de prazer. Simples, assim. E veja que não são projetos tão baratos: sou exigente
na escolha de músicos, de estúdios, de definição gráfica das capas (detesto os envelopezinhos).

Greg Marinho canta o xote Sobrança de Amor, que dá o prumo do disco, com poetas virando versos e verbos. Os ritmos e intérpretes vão mudando a cada faixa. Maciel Melo vai de Um Xote para Gonzaguinha; Geraldo Maia de A Outra Face do Escuro. Profana Comédia Desumana, uma das melhores do disco, que lembra Belchior, ganhou ótima interpretação de Tonfil.


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