>A morte do músico e compositor carioca, Nelson Jacobina, ontem, no Hospital Pró-Cardíaco, em Botafogo, Zona Sul do Rio, em consequência de um câncer no pulmão. Termina assim uma das parcerias mais duradouras da MPB que, coincidentemente, inteirava data redonda em 2012: 40 anos. Seu corpo deve ser sepultado às 16 h desta quinta no Cemitério São João Baptista, na capital fluminense.Ele conheceu o amigo e parceiro Jorge Mautner em 1972, quando este voltou do exílio.
Naquele ano Mautner lançou o primeiro álbum, Pra iluminar a cidade, que não tem nenhuma canção dos dois. Porém, a partir do disco seguinte, o antológico Jorge Mautner (1974) ele está em todos os trabalhos do cantor, como compositor e violonista. É deste disco Maracatu atômico, gravada por nomes que vão de Gilberto Gil, a Gal Costa, Caetano Veloso e Cico Science & Nação Zumbi. Nelson Jacobina Rocha Pires, 58 anos, descobriu que estava com câncer há 15 anos, foi submetido a sessões de quimioterapia e a doença ficou sem se manifestar durante dez anos, para voltar de forma violenta há quatro anos. Mesmo debilitado, Jacobina continuou a viajar Brasil afora com Jorge Mautner.
Em janeiro deste ano, ele voltou a participar do projeto Kaosnavial, a junção do seu trabalho com Mautner e o Maracatu Estrela Brilhante, de Aliança, Zona da Mata Norte, que virou, inclusive, curta-mtragem, exibido no mês passado no Cine PE, Maracatu Atômico – Kaosnavial, de Afonso Oliveira e Marcelo Pedroso. A apresentação final do músico aconteceu domingo passado, dia 27 de maio, em Jacareí (SP), durante uma reunião dos Pontos de Cultura do Ministério da Cultura do Brasil no Sesc Santo Amaro, também em São Paulo). Desde 2002, do coletivo Orquestra Imperial, formado por artistas de várias gerações da música carioca.Uma big band de notáveis da MPB, como Rodrigo Amarante (do grupo Los Hermanos), Moreno Veloso, Domenico e Kassin, Nina Becker, Thalma de Freitas, Rubinho Jacobina, (irmão de Nelson) e o baterista Wilson das Neves (da banda de Chico Buarque).Ele respirava por um fio, mas ia para o palco e era como um milagre, se renovava, se transformava, disse Jorge Mautner. Sua filha, a diretora de TV Amora Mautner, contou que o médico que cuidava do artista disse que não acreditava que ele tinha pegado um avião para fazer shows em São Paulo. "
A ministra da Educação, Ana de Hollanda, manifestou oficialmente seu pesar pelo falecimento do músico, e amigo: “A cultura brasileira acaba de perder o brilhante músico, arranjador e compositor, Nelson Jacobina... Discreto e tranquilo Nelson Jacobina não parecia se incomodar em ser conhecido como o violonista de Jorge Mautner. Quando se cita Maracatu atômico, raramente o nome dele é lembrado. Quando a música estourou pela primeira, em 1975, com Gilberto Gil, ele participou da banda Bomba Atômica, que tocava com Mautner, mas alçou um breve vôo próprio. Solo, Jacobina, compôs trilhas sonoras, como a do filme O mágico e o delegado (1983), de Fernando Campos. Disco, apenas um, em 1988, Árvore da vida, título de outra parceria com Mautner, pelo selo de Gilberto Gil (Geleia Geral).Gil, por e-mail, confessou sua tristeza, em versos: “Pessoa mais doce do mundo/
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