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Canal do Panamá é orgulho e patrimônio geográfico do país

Maior obra do século XXI, permite a ligação dos oceanos Atlântico e Pacífico

Publicado em 28/08/2016, às 13h25

Algo entre 35 e 40 embarcações passam pelo Canal do Panamá todos os dias / Divulgação
Algo entre 35 e 40 embarcações passam pelo Canal do Panamá todos os dias
Divulgação
Adriana Guarda

CIDADE DO PANAMÁ - O maior patrimônio do Panamá é o canal que leva seu nome. A maior obra de engenharia do século XXI é considerada pelos panamenhos a “oitava maravilha” do mundo. No dia 26 de junho o país fez festa para comemorar a inauguração da ampliação do Canal, que recebeu investimento de US$ 5,2 bilhões e levou nove anos para ser concluída. A nova fase permite que navios de até 120 mil toneladas atravessem do Atlântico para o Pacífico (ou no sentido inverso). Antes só era possível trafegar embarcações de até 60 mil toneladas. Como não poderia deixar de ser, o Canal do Panamá é atração turística no país. 


Dois centros de visitantes permitem que a população local e os turistas possam assistir à travessia dos navios, além de conhecer a história do Canal e levar lembranças para casa. O  centro mais recente é o de Água Clara, localizado no lado do Atlântico e de onde se vê a ampliação do canal. Nesse lado novo, as eclusas (espécie de elevador por onde as embarcações passam) têm 55 metros de largura, enquanto as antigas tinham apenas 33 metros. 

Para percorrer os 80 quilômetros do Canal, os navios levam de oito a dez horas, passando numa velocidade de 80 quilômetros por hora. A travessia é uma festa para nativos e visitantes. Um locutor narra as características dos barcos em um microfone, explicando que tipo de carga estão carregando e quanto estão pagando para passar. O guia do Canal no centro de Água Clara, Carlos Ortega, diz que a obra responde por algo entre 6% e 8% do Produto Interno Bruto do País. 

“Passam entre 35 e 40 dias por dia pelo Canal do Panamá, totalizando uma média de 14 mil barcos por ano.  As embarcações pagam tarifas que variam entre US$ 300 mil e US$ 840 mil, dependendo do porte da embarcação”, observa Ortega. Em 2015 o Canal faturou US$ 2 bilhões e movimentou 350 milhões de toneladas de cargas. Quando completar um ano da ampliação, a expectativa é dobrar esses valores. 

PACÍFICO

Outro centro de visitantes está do lado do Pacífico e foi batizado de Miraflores. De lá se avista a parte antiga do Canal do Panamá. “A França passou 20 anos tentando concluir o canal, mas não concluiu. Depois vieram os Estados Unidos e decidiram construir as eclusas nas montanhas 26 metros acima do nível do mar. Começaram em 2004 e só concluíram em 2014”, conta o guia Javier Pimentel. Os americanos mantiveram o controle do Canal até 31 de dezembro de 1999, quando a obra foi devolvida aos panamenhos após muitas negociações. A presença dos norte-americanos ainda é perceptível no Panamá, numa grande quantidade de vilas que serviam de base militar para eles e ao poucos foram tendo outras ocupações. 

Além de estar viva nos centros de visitantes, a história da obra também pode ser vista no Museu do Canal, localizado na Praça da Independência, na cidade de San Felipe. O espaço detalha a construção e operação, além dos aspectos culturais e políticos. Dá para entender um pouco do orgulho e da importância do Canal para os panamenhos, assistindo ao vídeo da abertura da ampliação, em julho. A população levou bandeirinhas, cantou o hino e comemorou a autonomia da obra que garante ao país o título de umbigo das Américas e responsável por 4% do comércio marítimo mundial. O Canal é dos panamenhos.  

* A repórter viajou a convite da Copa Airlines e teve apoio local da RGE Style Travel


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