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HISTÓRIA

Comissão anuncia celebrações do bicentenário da Revolução de 1817

A programação, que tem início na segunda, 6 de março, terá deabates, publicações, medalha, exposições e um monumento

Publicado em 03/03/2017, às 11h33

Governo do Estado e Comissão do Bicentenário da Revolução de 1817 na coletiva de imprensa / JC Imagem
Governo do Estado e Comissão do Bicentenário da Revolução de 1817 na coletiva de imprensa
JC Imagem
JC Online

O Governo do Estado divulgou nesta sexta (3/3) o calendário de ações para celebrar os 200 anos da Revolução de 1817. A data, que acontece na próxima segunda (6/3), dia em que os revolucionários tomaram o poder e começaram a república em Pernambuco, será homenageada com eventos, publicações, medalha, exposições, restaurações, obras artísticas e um monumento.

Segundo o secretário-executivo da Casa Civil, Marcelo Canuto, as ações do Governo do Estado até 2018 para o bicentenário da Revolução Pernambucana de 1817 estão orçadas em R$ 2 milhões. Boa parte das atividades vai ser feita por outras instituições como o Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano, o Museu da Cidade do Recife, a Cepe Editora, a Academia Pernambucana de Letras e a Grande Loja Maçônica de Pernambuco – representantes de todos as instituições e da Comissão Organizadora do Bicentenário da Revolução Pernambucana de 1817 marcaram presença no evento.

A principal proposta do governo é a criação de um monumento, que ficaria próxima à Praça da República.  A obra deve ser criada pela artista plásticas e vitralista Marianne Peretti – o projeto ainda está em tratativa, pois o contrato não foi fechado, mas a artista já concebeu até esboços para o monumento.

O Governo do Estado ainda criou um selo de circulação nacional e uma medalha, a ser distribuída aos ex-governadores ainda vivos e a algumas instituições, para marcar a data. Também estão previstos seis vídeos de um minuto que serão exibidos na TV Aberta e disponibilizados em um hotsite, além de divulgação em mídas de apoio. 

Outras atividades, ainda sem data definida, são as placas de azulejo em pontos do Recife importantes para a Revolução de 1817, que é financiada pela Grande Loja Maçônica de Pernambuco. O Museu da Cidade do Recife vai inaugurar, no dia 12 de março, um exposição sobre o movimento, usando parte do acervo do IAHGP.

Na data, a Cepe Editora vai lançar uma nova edição do livro Historia da Revolução de Pernambuco em 1817, de Muniz Tavares, que combateu ao lado dos revolucionários, e editar o ABCdário da Revolução Republicana de 1817, coordenador por Betânia Correa de Araújo, do Museu da Cidade do Recife. Além disso, a historiadora Maria Cristina Cavalcanti também relança o livro Olhos Negros, que traz personagens da revolução.Ainda será realizada uma peça de teatro sobre 1817 e apresentações musicais com um repertório de época, entre outras iniciativas.

PROGRAMAÇÃO

A celebração do bicentenário da Revolução de 1817 começa no dia 6 de março, quando haverá uma cerimônia no Palácio do Campos das Princesas com desfile cívico militar e entrega de medalhas às 8h. Às 15h, a Academia Pernambucana de Letras organiza uma sessão solene e recebe o historiador Valmireh Chacon para falar sobre A Revolução de 1817 e a Cultura Brasileira. Às 18h, está prevista uma sessão solena na Assembleia Legislativa de Pernambuco. No dia seguinte, 7 de março, às 10h, o Congresso Nacional lembra a data da Revolução Pernambucana de 1817.

HISTÓRIA

A Revolução de 1817 teve início em 6 março de 1817, e eclodiu depois que o capitão José de Barros Lima, conhecido como Leão Coroado, resistiu a uma prisão – era acusado de conspirar contra o governo da província –, sacou a espada e matou o comandante do seu regimento, o brigadeiro Manuel Joaquim Barbosa de Castro. Foi o início do movimento que tornou Pernambuco uma república até 19 de maio, com uma constituição de tons liberais inspirada na revolução francesa.

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