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carnaval 2018

Gravatá Jazz Festival aberto numa noite de jazz e blues

Plateia vibra com o ilustre desconhecido Amaro Freitas

Publicado em 11/02/2018, às 00h23

Banda 15 de Novembro, do dixieland a Moacir Santos / foto: Divulgação/Prefeitura de Gravatá
Banda 15 de Novembro, do dixieland a Moacir Santos
foto: Divulgação/Prefeitura de Gravatá
JOSÉ TELES

JOSÉ TELES

teles@jc.com.br 

A banda 15 de Novembro  abriu pontualmente, às 19h30, neste sábado de Zé Pereira, o Gravatá Jazz, que se realiza pelo terceiro ano na cidade, a 86 km do Recife.  A big band fez um resumo da história do jazz, tocando dixieland, ragtime, temas tradicionais como When the saints goes marching in, ou relembrando  nomes marcantes do gênero, Frank Sinatra, Duke Ellington, com espaço para o pernambucano Moacir Santos.
Uma abertura que teve um bom público, assim como nos anos anteriores, mesmo com ameaça de chuva que não foi além de um rápido chuvisco. A repaginada na estrutura, uma grande tenda, que abriga a plateia, tomou o local do evento bem mais espaçoso, e confortável. 
A 15 de Novembro trouxe para o jazz o frevo Passo de Anjo ((João Lyra),  gravada pela Spokfrevo Orquestra, e incorporada ao repertório de clássicos do frevo-de-rua,  fechando sua participação em clima de Carnaval.

Num teclado Yamaha, com o baterista Hugo Medeiros, e o contrabaixista Jean Elton, Amaro Freitas era um ilustre desconhecido para boa parte da plateia. Mesmo assim foi coberto de aplausos depois de abrir o show com dois temas de sua autoria. Alguém gritou um "Herbie Hancock". Freitas está longe do reconhecimento do setentão Hancock, mas tem muita estrada a percorrer (está com apenas 26 anos).

Jazz na veia, com ingredientes regionais, mas tão bem encaixados que um frevo, Pelo Morro, se torna uma balada, com estrutura de marcha frevo. Explicação do pianista, autor da musica: "Ninguém sobe o morro correndo" Fechou a noite com um coco, meio baião, espécie de versão free  jazz do baião Delicado, de Waldir Azevedo   Pra encerrar Sangue negro, que deu título ao seu álbum de estréia.



ALMA

Americana, radicada no Rio, Alma Thomas foi par perfeito para o argentino Vitor Biglione. Ambos sabem jogar para a torcida, sem baixar o nível. Histriônico e virtuoso  Biglione preencheu de solos arrebatadores o blues e soul de Alma, em canções como Cry me a river ou Imagine, o hino utópico de John Lennon, ou o At last, um standard que todos pareciam conhecer na platéia.

No domingo (11) o Gravatá Jazz Festival terá a Blues Explosion (Jefferson Gonçalves e Gustavo Andrade), o senegalês Mamou Ba, e a Blues Etílico.

O Gravatá Jazz Festival tem entrada franca.


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