Sob o slogan “O que é da Bomba é bom!”, o bairro com cerca de 12 mil habitantes já mantém agenda anual de atividades culturais. Além do Instituto Walmart, do Sebrae e do IADH, o projeto de roteirização turística da Bomba do Hemetério conta com o apoio da Prefeitura do Recife, UFPE, Aliança Empreendedora e Ministério do Turismo. A localidade possui festival gastronômico, arraial de São João, feira de artesanato, auto de Natal e cortejo cultural, que teve sua versão piloto realizada em agosto de 2009, no Bairro do Recife.
Os moradores da comunidade também comemoram a implantação do polo de Carnaval do bairro. A realização desse desejo surgiu a partir de articulações realizadas pelo Comitê de Apoio ao Programa Bombando Cidadania junto a líderes locais e das conversas feitas nas reuniões do Orçamento Participativo, programa mantido pela Prefeitura. “Cerca de 40% da diversidade cultural do Recife sai da Bomba. A nata do Carnaval está aqui. Era algo muito contraditório ver moradores precisando se deslocar para o centro da cidade e outros bairros para assistir às apresentações dos grupos da Bomba”, relembra Rivaldo. “Após constatarmos que aquela região poderia receber outro foco de animação sem atrapalhar o fluxo dos que já existiam ali, instituímos mais um polo no Carnaval Multicultural, que se deu em ótima hora”, observa Luciana Veras, diretora de Desenvolvimento e Descentralização Cultural da Fundação de Cultura Cidade do Recife.
Conta-se que nos primórdios da sua formação, moradores do bairro ainda sem nome sofriam com a falta d’água. Mas, Seu Hemetério, que possuía uma bomba com a qual retirava o líquido do subsolo de seu sítio, sempre liberava seu uso para os vizinhos e moradores de outras localidades. Faltou água? Então vai na Bomba do Hemetério. Esse espírito solidário do povo da Bomba pode ser observado na formação da sua própria cena cultural. “Pertencemos ao bairro de Beberibe, mas fomos adotados pela Bomba. A gente foi convidado a participar das atividades e cursos do Bombando Cidadania. Hoje, vejo uma melhora na perspectiva de viver como artista e aprendi a divulgar e vender melhor o meu trabalho”, observa Carlos Amorim, um dos integrantes da companhia de teatro popular Boi D´Loucos.
Leia a reportagem completa no Caderno C deste domingo (17/7).
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