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Festa

Réveillon 2012: público vibra com Zeca Pagodinho

Orquestra Popular da Bomba do Hemetério encerrou a festa

Publicado em 01/01/2012, às 15h10

AD Luna

ad.luna@gmail.com

 

Famílias, jovens, crianças, adultos e idosos se confraternizando, show pirotécnico competente e emocionante, boas apresentações musicais no palco, clima de tranquilidade e paz. Porém, certo descuido com número de banheiros e uma gritante falta de transporte público na volta para casa. Esse foi o saldo da festa da virada que aconteceu entre o sábado e o domingo, na Avenida Boa Viagem, no Pina.

O som começou a animar os festeiros por volta das 20h, com as discotecagens dos DJs Incidental e Baloo. Cerca de 40 minutos depois, o Del Rey - que é formado pelo vocalista China e integrantes da banda Mombojó - começou sua apresentação de clássicos do ídolo Roberto Carlos. Durante a execução de Emoções, China aproveitou para comentar sobre a saudade do Recife, pois ele vive há alguns anos em São Paulo.

Encerrado o show do Del Rey, o palco é rapidamente preparado para os sons autorais da Mundo Livre S/A. A banda nascida em Candeias, bairro praieiro de Jaboatão dos Guararapes, praticamente repetiu a apresentação que fez no dia anterior, na festa de pré-réveillon do seu citado território de origem. Estavam lá as novas (e boas) canções do Novas lendas da etnia Toshi Babaa - álbum lançado recentemente, que retoma o clima mais festivo do grupo, um pouco ausente nos anos anteriores - e outras mais antigas e conhecidas. 

O ano de 2011 não foi muito fácil para Dominguinhos. O sanfoneiro, cantor e compositor pernambucano tem enfrentado sérios problemas de saúde. Mas, o músico mostrou no show do Pina que pretende ainda dar muita alegria e arte de qualidade para o povo do Estado. Bastante sorridente e com um carisma tocante, ele desfilou repertório em homenagem a Luiz Gonzaga (cujo centenário de nascimento será comemorado em 2012), com participação da filha Liv Moraes. Entre as canções que fizeram parte do público dançar agarrado, As pedras que cantam, Xodó, Lamento sertanejo e Isso aqui tá bom demais. 

Faltando poucos segundos para a meia-noite, as atenções se voltaram para a contagem regressiva e para o céu. Ao contrário do ano passado, o espetáculo de fogos do réveillon 2012 não deixou a desejar. Foram 15 minutos de impressionantes efeitos visuais proporcionados por 1500 morteiros. 

Pouco depois da pirotecnia, o cantor carioca Zeca Pagodinho foi recebido com grande alegria pelas milhares de pessoas que tomavam o espaço da praia naquele momento. Sem desmerecer, os shows anteriores, era claro que a grande maioria das pessoas estava ali para ver o músico que sabe como poucos se conectar à alma do povo brasileiro. Logo na segunda música, Pagodinho convidou Dominguinhos para prestarem homenagem aos 100 anos de Luiz Gonzaga, tocando Asa branca. "Estou realizado", disse Zeca.

Comandada pelo maestro Forró, a Orquestra Popular da Bomba do Hemetério encerrou a festa executando versões frenéticas e em andamento acelerado de diversos frevos.

 

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Comentários

Por Marcela ,03/01/2012

concordo com vcs, Boa Viagem estava completamente sem segurança, e sem atração. Decepção total.

Por Ellias,03/01/2012

Concordo com vc João ! Nota zero, decepção é a palavra mais comentada na orla de boa viagem, posso falar isso porque moro nela.

Por João ,02/01/2012

Só mesmo no noticiário, talvez pago com o dindin do povo, é que a "festa" foi sucesso. Estava lá, o que vi foi um desrespeito ao povo do Recife. Em Boa Viagem, não se viu sequer um traque de sala, o evento, na verdade foi em Brasília Teimosa e não em Boa Viagem como se tentar difundir. As pessoas que estavam em pontos tradicionais como a padaria e o Acaiaca, estavam perplexas e já aos primeiros fogos, perderam o pique da virada. Melhor, bem melhor em todos os sentidos, tanto na queima de fogos, como na escolha musical para o tipo de evento, foi na orla de Jaboatão. Dominguinhos e Zeca Pagodinho só deixaram as pessoas ainda mais apáticas. Já a Calipso, em Piedade, agitou e envolveu o público. Nota zero pro Recife, mais uma vez.

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