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Consciência

'Deu pena de mim', diz Rafa Brites sobre consumo em excesso de grifes

Apresentadora fez uma reflexão a respeito do uso exagerado de marcas luxuosas

Publicado em 14/03/2018, às 15h22

Rafa Brites refletiu sobre o exagero no consumo de grifes. / Foto: Instagram/@rafabrites/Reprodução
Rafa Brites refletiu sobre o exagero no consumo de grifes.
Foto: Instagram/@rafabrites/Reprodução
Estadão Conteúdo

A apresentadora Rafa Brites disse que precisou usar óculos para enxergar algo que estava todo dia diante dos olhos dela, dentro do guarda-roupa. Em uma publicação no Instagram, ela falou das roupas e acessórios de marca que, na verdade, eram "uma etiqueta a mais em um produto que poderia ter comprado em uma loja bacana, nacional, por um valor justo".

De fato, ela vai precisar usar óculos e aproveitou o momento que foi escolher o acessório para pensar mais sobre suas compras. "Olhando a vitrine, logo vi uma armação fofa, provei, amei, fui ver a marca: era nacional. Pedi para ver Fendi, Prada, Celine... Como assim, algo que usarei todos os dias não terá um desses selos que fazem nos sentir pessoas melhores que as outras por termos dinheiro para comprá-las?", indagou ironicamente.

No final das contas, ela optou pela marca nacional e partiu para uma análise do que já tinha comprado. "Vi aqueles sapatos de sola vermelha que dou dois passos e dói meu pé. O cinto da Gucci que roubou uma tarde em Berlim para achar. As bolsas da Hermés que deviam ser de ouro pelo preço. Deu pena de mim", declarou.



A apresentadora ainda falou sobre como as pessoas - e ela mesma - se sentem ao usar algo de grife: "como cartão de visita", para ser "bem-vinda, paparicada". Apesar de apreciar a moda como arte, Rafa disse que o consumo dela "estava longe de ser artístico".

VEJA O POST DE RAFA BRITES:

O dia que passei a enxergar: Preciso usar óculos. Descobri visitando um oftalmologista dia desses. Saí dalí e fui direto para uma ótica ja pensando no meu novo modelito. Olhando a vitrine logo vi uma armação fofa, provei, amei, fui ver a marca...Era nacional. Pedi para ver Fendi, Prada, Celine... como assim algo que usarei todos os dias não terá um desses selos que fazem nos sentirmos pessoas melhores que as outras por termos dinheiro para compra-las? Testei a loja toda acabei escolhendo o primeiro. 1 décimo do preço dos demais. Todo mundo me para pra perguntar do óculos. Cheguei em casa e dei uma olhada em meu closet.Vi aqueles sapatos de sola vermelha que dou dois passos e doi meu pé. O cinto da Gucci que roubou uma tarde em Berlim pra achar.As bolsas da Hermés que deviam ser de ouro pelo preço. Me deu pena de mim. Pensei em que momento da vida me ví tão frágil a ponto de precisar disso para me afirmar. O quanto elas eram minhas donas e não o avesso.Também me perguntei quem me ensinou isso. Meus pais não foram. Muito menos minhas irmâs. Eu sempre comprei em todas as lojas, amo departamento, marcas baratas... mas pra compor o look que chamam de high - Low taca uma chanel miga...assim será bem vinda. Paparicada. Não é uma questão de valor monetário. Pois gasto com restaurantes,passagens, shows...a experiência é diferente, faz sentido.Algumas peças que tenho desse mercado do Hiper luxo eu adoro mesmo.Valeram cada centavo.O resto é uma etiqueta a mais em um produto que eu poderia ter comprado numa loja bacana. Linda. Nacional, por um valor justo. Pessoas ficam cheias de dívidas ou pior, se sentem piores por não terem a tal bolsa. Eu também precisei daquilo por um tempo como cartão de visita. Sou fã de moda. AMO me vestir. É uma hora feliz do meu dia. Sei que essas labels tem um papel fundamental na história, novos tecidos, novos cortes. A alta moda quebra tabus, e nela estão muitas das mentes mais geniais do mundo. Vejo como arte. Mas meu consumo estava longe de ser artístico.Precisei chegar aos 30 e ter que usar óculos pra enxergar. Olhar o mundo louco tomar consciência. Consciência tmb tenho que perderei dinheiro com esse post... rsrs

Uma publicação compartilhada por Rafa Brites (@rafabrites) em


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